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Características de tumores de baixo e alto risco devem ser consideradas no tratamento

Cada tipo de nódulo exige medicamentos e terapias adequadas para obter melhores resultados, inclusive com a possibilidade da exclusão da quimioterapia

 

Após a confirmação do diagnóstico de câncer de mama, o mastologista deve estudar se o tumor é de baixo ou alto risco.A partir da investigação das características desse nódulo, é possível direcionar com mais precisão o tratamento, não apenas para que este tenha bons resultados, mas também para que seja mantida a qualidade de vida da paciente e a cura da doença seja alcançada. Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) Regional Sudeste, João Henrique Reis, é necessário conhecer o tumor, pois cada nódulo reage de uma forma, assim como o organismo de cada mulher.

 

Os tumores de baixo risco possuem uma combinação de mutações com agressividade e menor potencial de evolução da doença. Sendo assim, apresentam baixo risco para metástases e recorrência da doença. “Esses tumores geralmente são tratados com cirurgia conservadora, preservando as mamas, radioterapia e, eventualmente, tratamento hormonal. As pacientes identificadas como baixo risco pelo perfil genômico não se beneficiam com a quimioterapia, que, se excluída do tratamento, custos são reduzidos e evita seus inconvenientes efeitos colaterais dessas drogas”, explica Reis.

 

Para identificar precisamente se o tumor é de alto ou baixo risco, os mastologistas contam atualmente com o perfil genômico. Este indica, a partir da análise de 70 genes do tumor, se há necessidade de quimioterapia, a probabilidade de recorrência desse tumor - que pode ser de 10% para baixo risco e 29% para alto risco - e quais as drogas mais eficazes em cada caso.

 

O processo de desenvolvimento do tumor de alto risco apresenta uma combinação de mutações e alterações genéticas que conferem à doença um maior grau de agressividade e de potencial evolução desfavorável, sendo assim de maior risco de recorrência e de metástases. O tratamento cirúrgico e radioterápico é o mesmo para as pacientes de baixo risco, o que muda é a necessidade de administrar a quimioterapia em função de um risco maior.

 

João Henrique Reis explica as características do tumor de alto risco, chamadas de anatomo clínicas, que envolvem o grau de diferenciação tecidual e o acometimento da axila. Todas essas informações são fornecidas pelo patologista, ao analisar a biópsia do tumor que foi removido. Além disso, existem as plataformas genéticas, como o perfil genômico, que identificam as mutações relacionadas ao câncer e que de acordo com o nível de mutações identificam se é de baixo ou alto risco. 

 

O perfil genômico inclui dois exames específicos. O Mamma Print identifica as combinações de mutações de cada caso individualmente e fornece o risco de recorrência ou prognóstico. Já o Blue Print classifica o tumor no nível molecular, ao demonstrar as vias intracelulares que estão funcionando e direcionando o crescimento tumoral. “Essa classificação informa qual tipo de droga tem maior chance de ser eficaz naquele caso específico. Sendo assim, o Mama Print indica se há necessidade de quimioterapia ou não e o Blue Print quais drogas são mais eficazes”, complementa Reis, que atua como mastologista no Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte (MG).

 

Ambas as classificações apresentam chances de cura, desde que diagnosticadas precocemente - as de baixo risco possuem taxas de cura muito altas e as de alto risco têm boas taxas de cura, embora menores. Todo câncer removido no seu início tem menor possibilidade de desenvolver seu potencial maligno e, portanto, menor chance de gerar metástases. “O diagnóstico precoce permite oferecer um tratamento mais eficaz, com mais chances de cura e menos agressivo tanto do ponto de vista da cirurgia quanto do uso de quimioterapia. Ele é a principal arma no combate aos efeitos negativos do câncer de mama”, orienta Reis. 

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AVISO IMPORTANTE
O conteúdo deste site tem o intuito de apenas informar aqueles que têm dúvidas genéricas sobre o câncer de mama. Para a análise de um caso clínico particular, como tratamento, prognóstico e outras dúvidas deve ser consultado um médico especialista.