Notícias - Ano 2015

NOTA OFICIAL – SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA

Em relação à Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) divulgada pelo IBGE, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) entende que, de fato, os dados mostram um aumento da procura e da disponibilidade da realização dos exames para a população de uma maneira geral. No entanto, apesar da melhora no número de mulheres que fizeram a mamografia, os números ainda não atingiram o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 70% da população na faixa etária entre 50 e 69 anos.

É importante frisar que existe uma má distribuição dos mamógrafos, hoje centralizados nas capitais ou nas grandes cidades, dificultando o acesso das mulheres ao exame da mamografia. Esta distância é por vezes bastante superior a 60km, preconizados pelo Ministério da Saúde.

Ainda mais, diferentemente do exame de colo de útero, no qual já existe uma conscientização tanto das mulheres quanto dos profissionais de saúde, a mamografia ainda é negligenciada no que diz respeito a sua solicitação.

Além disso, a logística do rastreamento do câncer de colo de útero exige uma demanda muito menor do ponto de vista econômico, quando comparado ao câncer de mama, que exige um maior número de profissionais de saúde envolvidos e uma infraestrutura de maior custo.

Foi observado que nos estados do Norte e do Nordeste houve um número menor de mulheres que fazem a mamografia, ao passo que no Sul e no Sudeste o percentual de mulheres que realizam o exame foi muito maior. Este aspecto reflete, em parte, a desigualdade brasileira em relação ao índice de desenvolvimento humano e outros indicadores sociais que mostram a grande diferença de realidades entre as macrorregiões do Brasil.

A pesquisa demonstra que os esforços tanto governamentais quanto das sociedades médicas e das unidades hospitalares de atendimentos deverão ser intensificados para que ocorra a realização de um número ainda maior de exames na população brasileira com o intuito de reduzir a mortalidade por essa doença que assola o Brasil e outros países do mundo.

É preciso também melhorar a qualidade das mamografias, estimulando o Programa Nacional de Controle de Qualidade, já que a fiscalização ainda é incipiente e precisa ser mais bem trabalhada.

Necessitamos continuar melhorando para atingir a meta mínima da OMS de forma que possamos reduzir a mortalidade por câncer de mama não só em alguns estados, mas em todo o País.

Por último e, não menos importante, vale ressaltar que a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda a realização da mamografia anualmente para as mulheres a partir dos 40 anos de idade.

  

Dr. Ruffo de Freitas Júnior

Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia

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O conteúdo deste site tem o intuito de apenas informar aqueles que têm dúvidas genéricas sobre o câncer de mama. Para a análise de um caso clínico particular, como tratamento, prognóstico e outras dúvidas deve ser consultado um médico especialista.