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Famosas que se submetem à mastectomia motivam mulheres brasileiras

A atriz e produtora norte-americana Rita Wilson, mulher do ator Tom Hanks, revelou nesta terça-feira (dia 14/04) que teve um câncer de mama diagnosticado recentemente e fez dupla mastectomia e cirurgia reconstrutiva. Assim como ela, outros nomes do entretenimento também passaram pelo mesmo tipo de cirurgia, como Angelina Jolie, Sharon Osbourne, Christina Applegate, Kathy Bates, Giuliana Rancic e Rita Lee.

O fato de mulheres famosas realizarem a retirada das mamas, seja por conta da descoberta do câncer de mama ou por prevenção (dupla mastectomia), fez com que aumentasse a procura das brasileiras pela cirurgia preventiva. Segundo os mastologistas da Sociedade Brasileira de Mastologia, através de pesquisa realizada com seus associados,         a procura de pacientes com o desejo de realizar a cirurgia profilática aumentou em 50%. Espera-se que, a cada novo anúncio, aumente a demanda por esses procedimentos.

Os procedimentos cirúrgicos profiláticos constituem uma opção para uma parcela muito pequena da população que apresenta forte risco para câncer de mama e aquelas com sabida mutação dos genes BrCa1 e BrCa2, relacionados a maior risco de câncer de mama e ovários. Estima-se que 90 a 95% dos casos de câncer de mama, sejam de origem não familiar ou esporádicos. Desta forma, as cirurgias profiláticas de mama e ovários devem ser reservadas a 5% população.

A grande maioria dos casos de mama não correlaciona-se com risco familiar e o procedimento de maior valor para redução do risco de mortalidade para estes casos consiste no exame clínico anual das mamas e a realização da mamografia anual a partir dos 40 anos de idade, conforme recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

A indicação da mastectomia e/ou salpingooforecetomia preventiva bilateral deve ser cuidadosamente avaliada e individualizada de acordo com o histórico familiar de câncer de mama e ovário de cada paciente, análise do DNA e informação sobre os possíveis genes o defeituosos.

É importante que todo este processo seja conduzido de forma adequada e que a equipe médica e a paciente tenham consciência que, ao submeter-se a uma avaliação genômica (análise do DNA), os resultados dos testes possam auxiliar na decisão de realização ou não das cirurgias e dos riscos da realização dos procedimentos. “No caso da atriz Angelina Jolie, os médicos estimavam que ela teria 87% de probabilidades de sofrer um câncer de mama, mas isso foi avaliado cuidadosamente até a tomada de decisão”. De acordo com o estudo da Universidade de Stanford, a realização da mastectomia bilateral aumentou de 2% em 1998 para 12,3% em 2011.

Embora se tenha observado importante aumento da realização de mastectomias bilaterais também foi observado que a maior parte das pacientes submetidas a este procedimento não apresentavam critérios definidos de risco. É importante lembrar que este procedimento (mastectomia bilateral) em pacientes de baixo risco não está indicado e mesmo diante de diagnóstico de câncer de mama inicial, a mastectomia 

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O conteúdo deste site tem o intuito de apenas informar aqueles que têm dúvidas genéricas sobre o câncer de mama. Para a análise de um caso clínico particular, como tratamento, prognóstico e outras dúvidas deve ser consultado um médico especialista.