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Estudo revela que atendimento ágil faz a diferença

 

Conduzido por um grupo de médicos brasileiros, estudo sobre o tempo de início do tratamento de pacientes do câncer de mama pode reduzir em até 30% a mortalidade de mulheres diagnosticadas com a doença no Brasil. A pesquisa acompanhou 3.566 pacientes atendidas no Centro de Referência da Saúde da Mulher, o que representa 30% dos usuários do SUS, da Grande São Paulo, entre 2012 e 2014.

De acordo com um dos coordenadores do estudo, Dr. Luiz Henrique Gebrim, da Sociedade Brasileira de Mastologia e responsável pelo Centro de Referência da Saúde da Mulher do Hospital Pérola Byington, em São Paulo, o tempo mediano, avaliado nos casos, para o início do tratamento foi de 32 dias, sendo inferior aos 60 dias preconizados pelo Ministério da Saúde. “As conclusões evidenciam que, quanto mais precoce o diagnóstico e mais rápido se inicie o tratamento, maiores serão as chances de cura e maior a redução de mortes no país”, afirma o mastologista, acrescentando que isso pode significar que mais de 2.000 mulheres a cada ano, poderiam ser curadas pela redução no número de casos avançados.

Segundo ele, boa parcela dos casos avançados da doença ocorrem pela espera de até 6 meses para a realização da biópsia e inicio do tratamento, enfrentadas pelas pacientes do SUS. “Nosso estudo mostra que houve um dowstage (redução no número de casos no estágio3indo para 2) com apenas o diagnóstico ágil e integrado. Não é necessário investimento nenhum, basta integrar as equipes e treinamento para a realização da biópsia no mesmo dia de atendimento”, afirma.

A idade das pacientes pesquisadas variou de 12 a 98 anos, sendo a maior parte, 28,1%, entre 40 e 49 anos, e 48,7%, entre 50 e 69 anos. Um pouco mais de 17% foram diagnosticadas no estádio I da doença, enquanto 43,1% no estádio II e 28,6% no III. Apenas 3% etavam no estádio mais avançado da doença. Os resultados evidenciaram um número expressivo (25,3%) de tumores iniciais e um menor número de casos avançados no Município de São Paulo (31,6%) se comparados com grande parte do Brasil. “Tal fato, possivelmente, decorre da redução no tempo para início do tratamento das pacientes sintomáticas e do rastreamento oportunístico realizado no Estado de São Paulo. Os biomarcadores identificaram 23% de tumores luminais A; 46 %luminais B; 17,5%   triplo-negativos; 17,5%  e  17,4%  HER 2  positivos, superpondo-se aos da literatura”, concluiu.

 

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O conteúdo deste site tem o intuito de apenas informar aqueles que têm dúvidas genéricas sobre o câncer de mama. Para a análise de um caso clínico particular, como tratamento, prognóstico e outras dúvidas deve ser consultado um médico especialista.