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Menos de 10% das mulheres brasileiras têm acesso à cirurgia de reconstrução mamária

Algumas leis brasileiras já garantem hoje direitos às mulheres que passam pelo tratamento do câncer de mama. Uma delas, a nº 12.802, é atualmente uma das maiores evoluções em relação à doença, já que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a realizar a cirurgia reparadora durante a mastectomia (retirada de uma ou das duas mamas). Porém menos de 10% das pacientes que são submetidas à mastectomia têm acesso a ela. E quando a mama não é reconstruída no mesmo momento, 60% das mulheres jamais o farão.

Uma forma de diminuir as filas é ampliar o número de profissionais disponíveis e treinados para esse tipo de cirurgia. Por conta disso, a Sociedade Brasileira de Mastologia promove nos dias 31/07 e 1º/08, em Bento Gonçalves (RS) o eventoOncoplástica Vale dos Vinhedos, que irá reunir especialistas nacionais e internacionais para discutir novas técnicas oncoplásticas e reconstrutivas mamárias. “Queremos ampliar esse benefício para as mulheres, já que a maioria vive mutilada há anos aguardando pela cirurgia, seja por falta de informação, medo, vergonha ou autoestima baixa”, afirma Dr. José Luiz Pedrini, vice-presidente da Região Sul da SBM.

O encontro também formará um consenso entre os médicos sobre questões relacionadas à reconstrução como, quais serão os avanços e desafios desta cirurgia no Brasil; como deve ser feito o planejamento pré-operatório; a ressonância magnética para estadiamento pré-operatório em cirurgia oncoplástica, além das abordagens sobre prevenção e como evitar problemas médico-legais. “Este consenso é inédito para a Sociedade Brasileira de Mastologia porque determinará diretrizes que deverão ser respeitadas nas cirurgias oncoplásticas. E isso trará benefícios imensuráveis às mulheres que necessitam da reconstrução imediata”, disse Dr. Pedrini.

Em 2015, o Brasil terá 57 mil novos casos de câncer de mama. A incidência da doença tem aumentado entre 1% a 2 % ao ano. Estima-se que hoje 10 mil mulheres ao ano que precisaram de mastectomia ( retirada da mama) para tratar o seu câncer da mama terão seu órgão amputado,  formando um verdadeiro exército de mutiladas, que sofrem com  depressão, e, muitas vezes, a perda do seu parceiro. “A reconstrução mamária imediata é um direito de cada mulher e precisa ser respeitada”, conclui Dr. Pedrini.

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O conteúdo deste site tem o intuito de apenas informar aqueles que têm dúvidas genéricas sobre o câncer de mama. Para a análise de um caso clínico particular, como tratamento, prognóstico e outras dúvidas deve ser consultado um médico especialista.