
Escola superior de cirurgia oncoplástica da mama (esco) promove seu segundo curso
A ESCO, vinculada ao Serviço de Mastologia do Hospital de Clínicas de
Porto Alegre, realizará o segundo curso de 2009, de 10 a 13 de agosto, abordando
o
tema "Reconstrução Mamária com Retalhos Miocutâneos".
Trata-se de um
curso
intensivo, essencialmente prático, com a inscrição de somente três
alunos,
os quais participam das cirurgias programadas ( "hands-on"). Em março
deste
ano, aconteceu o primeiro módulo versando sobre "Técnicas Oncoplásticas
aplicadas ao Tratamento Conservvador do Câncer de Mama", com pleno
sucesso.
As
inscrições já estão abertas e o programa completo podem ser acessados
através do site www.mamahcpa.med.br.
Em correspondência recebida da Associação Médica Brasileira (AMB), tivemos a notícia que o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) concorda com a inclusão dos representantes da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia e da Mastologia na Comissão Nacional de Mamografia.
Por este motivo a Sociedade Brasileira de Mastologia nomeou como representante na referida Comissão Dr. Marconi Luna.
Dr. Carlos Ricardo Chagas
Presidente
Baixe a ficha de recadastramento aqui.
Especialistas ouvidos pela Folha dizem que o rastreamento do câncer de mama, ou seja, o exame nas mulheres que não têm necessariamente indicação médica, deveria ser feito a partir dos 40 anos, e não aos 50, como diz o INCa (Instituto Nacional de Câncer).
"Vários estudos mostram que muitos tumores agressivos acontecem entre os 40 e os 49 anos", diz Sérgio Simon, do hospital Albert Einstein. "O rastreamento deveria ser feito a partir dessa idade". Essa também é a opinião da SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia).
Segundo nota divulgada ontem pelo Inca, todas as mulheres já têm direito à mamografia, desde que haja indicação médica. O texto afirma que a nova lei que prevê mamografia a partir dos 40 anos não se refere a rastreamento, que seguirá sendo feito só dos 50 aos 69 anos.
"Falta um estudo para ver como fazer a lei funcionar", acredita Ricardo Chagas, presidente da SBM. "O número de mamógrafos é suficiente, mas eles são subutilizados."
"Sou pessimista em relação a essa lei", diz Sérgio Simon. De acordo com ele, de nada adianta assegurar o direito à mamografia sem garantir as condições para o exame e para o tratamento, se necessário.
Na prática, há dificuldade para agendar o exame. "E a demora para cirurgia chega a meses."
Segundo a advogada Renata Vilhena Silva, membro da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/SPA, a lei regulamenta um direito que já existia: o direito universal à saúde. "Se não conseguir o exame, a mulher pode acionar a Justiça."
Mulheres participam de caminhada na Esplanada dos Ministérios para alertar sobre o dever do Estado no combate à doença e os direitos do cidadão. Na rede pública do DF, seis dos 10 mamógrafos estão estragados.
Apesar de a nova legislação garantir que mulheres a partir dos 40 anos realizem gratuitamente o exame que detecta o câncer de mama, as brasilienses ainda vão conviver com a precariedade. Dos 10 mamógrafos da rede pública de saúde do Distrito Federal, apenas quatro estão em funcionamento. A promessa da Secretaria de Saúde é que até junho os aparelhos estragados e outros 10 novos reforcem a prevenção. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que hoje, no país, estão em operação no Sistema Único de Saúde (SUS) 1.246 mamógrafos, que realizaram 2.946.328 exames em 2008. No DF, os mamógrafos que resistiram ao tempo realizaram 19.378 exames no ano passado.
Para alertar sobre o dever do Estado e o direito do cidadão, pelo menos 150 mulheres caminharam pela Esplanada dos Ministérios na manhã de ontem com camisetas e balões cor-de-rosa. Em frente ao Museu da República, um jardim de flores desenhou no chão a frase “Mamografia: agora é lei”. A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), organizou as caminhadas também em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.
Aqui, mulheres, e alguns tímidos homens, de todos os cantos do país, entoaram: “Agora é lei. Se câncer de mama não queres ter, a mamografia tens que fazer. Faça uma vez por ano. Prevenir é importante”. “A mamografia é importante porque detecta nódulos ou tumores em estágio inicial, imperceptíveis ao toque. A caminhada é para mostrar que agora é lei, mas sabemos que ainda demora para os estados se adequarem. Queremos reforçar a importância da prevenção”, explicou a presidente da Femama, Maira Caleffi.
A advogada Virgínia Magini, 49 anos, que veio de Dourados (MS), está otimista: “A lei é uma vitória. A mamografia devolve a vida para a gente, porque se não se descobre o caroço no início não tem médico que faça milagres”, disse ela, que passou por duas cirurgias, tirou um quadrante do seio, fez seis sessões de quimioterapia e 33 de radioterapia. Mas encarou a doença e, com a ajuda de doações, levantou o primeiro hospital do câncer de sua cidade.
Antes da Lei Federal nº 11.664, que entrou em vigor ontem, a mamografia era garantida na rede pública para pessoas a partir dos 50 anos. A nova legislação também assegura a realização do exame citopatológico do colo uterino a todas as mulheres que já tenham iniciado sua vida sexual.
A curitibana Tânia de Souza, 60, também engrossou a turma que coloriu o céu da Esplanada com balões rosas na manhã de ontem. “Eu descobri o câncer pelo autoexame. Mas o mamógrafo descobre antes, quando o nódulo ainda está pequeno e as chances de recuperação são melhores. Eu tinha dois caminhos: morre ou viver. Escolhi o segundo”, ensina. O médico de Campinas (SP) Fernando Brandão foi um dos homens que apoiaram o movimento: “Ainda existe muito desconhecimento. Mas a lei é um avanço, porque não se pode restringir a prevenção ao autoexame”.
No DF, os aparelhos que não funcionam estão com peças quebradas, e um exame na rede privada chega a R$ 350. “O mamógrafo que está há mais tempo sem funcionar parou no fim de janeiro”, explicou o secretário-adjunto de Saúde para Gestão, Fernando Antunes. Dos equipamentos em operação, os mais utilizados no ano passado foram o do Centro de Radiologia de Taguatinga, que realizou 6.993 exames, e o do Hospital de Base, com 4.480. A Sociedade Brasileira de Mastologia prevê que 800 brasilienses desenvolverão câncer de mama neste ano. A doença matou 391 brasilienses, de 2006 a 2008. Especialistas lembram, no entanto, que se diagnosticado rapidamente, pode ser curada em 95% dos casos.
Antunes explicou que, com a nova legislação, o governo local adotará três medidas. A primeira: recuperar os seis mamógrafos parados. “Já fizemos a encomenda das peças. As empresas têm até 15 de maio para entregar.” Em seguida, serão licitados 10 aparelhos digitais, o que deve ocorrer até o fim de maio, com prazo de entrega de 30 dias. Os mamógrafos serão instalados nos hospitais que já possuem um. A exceção é o de Santa Maria, que também ganhará um aparelho.
Por fim, o GDF comprará três unidade móveis para levar o exame a comunidades periféricas, a partir de agosto. “Acreditamos que com essas ações, o DF terá o maior índice de cobertura da mamografia. Pretendemos nos adequar rapidamente à legislação”, garantiu o secretário-adjunto.
Veja a situação atual dos mamógrafos na rede pública de saúde do DF e as providências para melhorar o atendimento:
O que vem por aí:
O câncer de mama é relativamente raro antes dos 35 anos, mas acima dessa faixa etária a incidência cresce rapidamente. No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. Os sintomas, geralmente, são o nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem surgir também alterações na pele que recobre a mama ou nódulos palpáveis na axila.
Uma ou mais parentes de primeiro grau acometidas antes dos 50 anos são um sinal de alerta. A idade constitui outro fator de risco, assim como a menarca precoce (idade da primeira menstruação), a menopausa tardia (após os 50 anos), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e não ter tido filhos.
As formas mais eficazes para detectar precocemente o câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia. O exame clínico e o autoexame podem identificar tumores de até 1cm e deve m ser complementados pela mamografia — radiografia da mama capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas. É realizada em um aparelho de raios X, onde a mama é comprimida.
Geralmente varia entre quimioterapia, radioterapia e cirurgia. A cirurgia pode retirar parte ou toda a mama, variando de caso a caso. A radioterapia é o tratamento à base de aplicação de radiação direcionada ao tumor com o objetivo de diminuí-lo ou evitar sua volta, após a cirurgia, por exemplo. A quimioterapia é o uso de medicamentos. A quimio age em todo o organismo, causando efeitos colaterais como anemia e diminuição da resistência a infecções, queda de pelos e cabelos, náuseas, vômitos, diarreia etc.
No tratamento a doenças agressivas, como o câncer, os cuidados multidisciplinares são essenciais. A equipe de enfermagem, por exemplo, cumpre papel preponderante nos hospitais ou em casos de atendimento domiciliar, dispensando assistência adequada e atenção, pontos importantes para aliviar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Ânsia de vômito, desconfortos, aftas na boca e outras pequenas lesões são algumas das conseqüências da quimioterapia e da radioterapia. Os pacientes que passam por cirurgia têm ainda os curativos a renovar. Enfim, é necessário um respaldo competente para assegurar o máximo de bem-estar.
“Todos esses detalhes causam dores e incômodos num momento em que a pessoa já está fragilizada. Então, além da técnica, os profissionais precisam ter delicadeza, porque o paciente apresenta imunidade baixa e, em geral, tendência à depressão”, alerta Tiele Prieto, enfermeira do Ganep Lar (Divisão de Atenção Domiciliar do Ganep – Grupo de Nutrição Humana).
Parece banal, mas não é. A evolução do paciente oncológico depende em boa parte do conforto psicossocial. Quando tratado em casa, a correta administração de medicamentos para dores, como os analgésicos, e o foco na humanização da enfermagem fazem toda a diferença.
Tiele Pietro afirma que uma das dificuldades importantes é tratar de pacientes mais jovens, que ainda não têm maturidade para enfrentar a agressividade da doença. Alguns desenvolvem certa revolta e não aceitam os cuidados.
“Os enfermeiros ganham um papel ainda mais relevante nesses casos, pois mantêm mais contato com esse enfermo. É o tipo de jovem que só se sentirá seguro se tiver alguém para ampará-lo, que é a missão da enfermagem”.
Diante da gravidade o câncer, aliás, o atendimento domiciliar é um diferencial muito positivo. Todos os cuidados são voltados inteiramente para um único paciente, ao contrário do que ocorre em um hospital, onde as equipes são responsáveis por assistir diversos casos simultaneamente. No Ganep Lar, por exemplo, há uma excelente estrutura multiprofissional. Médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e fisioterapeutas de primeira linha atuam em conjunto em busca dos melhores resultados aos pacientes.
“Um paciente com câncer em estágio avançado precisa da ajuda de terceiros e sua situação acaba deixando-o predisposto à depressão. Acabamos atuando inclusive nessa parte psicológica”, afirma Tiele Prieto.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) prorrogou o prazo de adoção da tabela padrão TUSS (Terminologia Unificada em Saúde Suplementar) para o dia 30 de junho. A decisão consta na Instrução Normativa nº 34, de 13 de fevereiro de 2009.
A Caixa de Assistência disponibilizará sua tabela no site www.cassi.com.br (link: Exclusivo Prestador) até o dia 1º de maio. A partir da apresentação da tabela, os prestadores terão o prazo de 90 dias para adaptar as guias TISS, de forma a não mais realizar solicitações de procedimentos e cobranças nos códigos anteriores.
Em 19 de março, as especialidades médicas que compõem o Conselho Científico escolheram os 14 presidentes de Sociedades que, pelo estatuto, devem representar o grupo dentro do Conselho Deliberativo da AMB. As especialidades mais votadas foram: Anestesiologia, Cirurgia Geral, Coloproctologia, Ginecologia e Obstetrícia, Ortopedia e Traumatologia, Otorrinolaringologia, Oftalmologia, Cardiologia, Clínica Médica, Infectologia, Pediatria, Reumatologia, Patologia Clínica e Patologia.
São sete vagas para as especialidades cirúrgicas, cinco para as clínicas e duas para a área de diagnóstico. Dezenove Sociedades se inscreveram, dentro do prazo, para o processo eleitoral (oito cirúrgicas, oito da área clínica e três de diagnóstico). "É muito importante que os eleitos participem ativamente das reuniões do Deliberativo, que é o Conselho mais importante da AMB", disse Edmund Baracat, diretor científico da AMB. As Sociedades que não foram escolhidas também passarão a ser convidadas para as reuniões.
Além do pleito, Wanderley Bernardo, coordenador do Programa Diretrizes, apresentou detalhes do convênio firmado entre a AMB e a ANS, que trata da elaboração de diretrizes clínicas para a saúde suplementar. "É importante que a diretriz seja submetida ao sistema de saúde para identificarmos os problemas e onde precisa de mais detalhamento", explicou Bernardo.
Foi comunicado ainda que a AMB pensa em modificar, com o auxílio das Sociedades, a normativa de regulamentação do exame de suficiência para obtenção de título de especialista ou certificado de área de atuação. De acordo com o diretor científico, será marcada futuramente uma reunião específica para tratar do tema.
Durante a reunião, foi decidido montar um grupo de trabalho que discutirá a esterilização de materiais endoscópicos e apresentará quais medidas administrativas deverão ser tomadas.
Ao final, o presidente da AMB, José Luiz Gomes do Amaral, colocou em pauta a questão dos cursos preparatórios para obtenção de título de especialista. O tema voltará à pauta na próxima reunião do Conselho.
De acordo com a Instrução Normativa n° 30 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o padrão TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS), que padroniza os códigos e descrições de procedimentos médicos) deverá ser utilizado, obrigatoriamente, nas trocas de informações entre os planos privados de assistência à saúde e prestadores de serviços a partir de 31/03/09. Visando atualizar atual rol, e a pedido da AMB, o Departamento de Honorários Médicos (DHM) estará enviando sugestões que servirão de embasamento para uma futura reunião que deverá definir os novos códigos e procedimentos. Aproveitando, o DHM solicita de todos os mastologistas colaborações e opiniões.
A partir de 31 de março, entra em vigor a nova Tabela Geral de Auxílios da CASSI adequada à Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS), que padroniza os códigos e descrições de procedimentos médicos.
De acordo com a Instrução Normativa n° 30 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o padrão TUSS deverá ser utilizado, obrigatoriamente, nas trocas de informações entre os planos privados de assistência à saúde e prestadores de serviços.
Para os procedimentos realizados até o dia 30 de março, continuam valendo as codificações descritas nas atuais Tabelas Gerais de Auxílio da CASSI (TGA 1 e TGA 2). Após essa data, no entanto, todos os atendimentos aos participantes só poderão ser autorizados e faturados pelos códigos estabelecidos na terminologia unificada da ANS.
Mais informações sobre a TUSS estão disponíveis no site www.cassi.com.br, para os prestadores cadastrados no link Exclusivo Prestador. Se você ainda não tem a senha para utilizar este serviço, acesse o site da CASSI – link Exclusivo Prestador e escolha a opção “Quero me Cadastrar”. Em março, a nova Tabela Geral de Auxílios também poderá ser consultada pelo site da Entidade.
Aos Mastologistas,
Estamos organizando as comemorações do Dia Nacional da Mamografia, 05 de fevereiro, dentro das festividades do centésimo aniversário do Serviço de Radiologia da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.
O Serviço de Radiologia da Santa Casa Rio foi criado em 02 de dezembro de 1909 sob a chefia do Professor Roberto Duque Estrada que em 1912 foi a Paris buscar o primeiro aparelho de raios X a ser instalado no local. Este professor foi quem introduziu o ensino da Radiologia na Faculdade Nacional de Medicina, da qual também era Professor. Em 1965 substituiu-o na Chefia do Serviço o Professor Nicola Casal Caminha, também Professor da Faculdade de Medicina, agora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi por este P rofessor que se iniciou a formação de especialistas em Radiologia e os Cursos de Mestrado e Doutorado em Radiologia. Com o falecimento do Professor Caminha foi convidado o Professor Hilton Augusto Koch, também Titular de Radiologia da UFRJ que havia feito a Residência Médica e o defendido sua tese de Mestrado, no próprio Serviço que veio a chefiar. Este Professor criou o Centro de Diagnóstico Mamário do Serviço de Radiologia, Centro este que serviu como laboratório para a consolidação do Programa de Controle da Qualidade em Mamografia do Colégio Brasileiro de Radiologia.
O Prof. Koch, coordenou a Campanha Nacional de Combate ao Câncer do Ministério da Saúde, entre os anos de 1985 e 1988, tendo, juntamente com a Sociedade Brasileira de Mastologia, organizado a campanha do auto-exame das mamas com a atriz Cássia Kiss. Posteriormente, como Presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia fez o cadastramento dos mamógrafos existentes no país e po s teriormente criou a Comissão Nacional de Mamografia para gerenciar o Programa de Controle da Qualidade em Mamografia. Aproveitou os resultados de todos estes trabalhos e consolidou uma linha de pesquisa em Diagnóstico por Imagem da Mama com 55 dissertações e teses defendidas no Departamento de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com radiologistas, mastologistas, ginecologistas, físicos, psicólogas, administradora de empresa, economista, bióloga, jornalista, médicos nucleares, dando uma largo espectro a pesquisa na área.
A proposição da Senadora Lúcia Vânia para a criação do DIA NACIONAL DA MAMOGRAFIA, sancionada como Lei pelo Presidente da República, consolida e dá força a um enorme trabalho de muitos pela saúde das mulheres brasileiras.
A vinda da Senadora será uma honra e de muita importância para o segmento de nossos trabalhos na área.
Estamos programados para homenagens a at riz Cássia Kiss, a Senadora Lúcia Vânia e outra pessoas que nos ajudaram neste caminho, isto às 9 horas do dia 05/02, no Auditório da Provedoria da Santa Casa Rio (Rua Santa Luzia, 206, Castelo), solenidade Presidida pelo Provedor da Santa Casa, Dr. Dahas Zarur.
Às 10 horas teremos uma palestra sôbre o Câncer de Mama pelo Diretor do Instituto Nacional do Câncer, Dr. Luiz Santini e uma discussão sobre as ações da Sociedade Brasileira de Mastologia, pelo seu Presidente Dr. Ricardo Chagas e do Colégio Brasileiro de Radiologia, pelo Dr. Aldemir Humberto Soares.
A tarde teremos uma atividade para os médicos Residentes e uma discussão sobre o quê e como devemos ensinar o diagnóstico por imagem das mamas.
Esperando contar com a presença dos mastologistas, subscrevo-me.
Atenciosamente.
Foi publicado no DOU de hoje, 16 de setembro de 2008, a Instrução Normativa - IN/DIDES n.º 30, que institui a Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS) do Padrão TISS, como parte integrante e fundamental ao processo de melhorias e adequações da TISS.
Com a TUSS, as operadoras e os prestadores de serviços de saúde deverão obrigatoriamente adotar a Terminologia Unificada em Saúde Suplementar para codificação de procedimentos médicos, correspondente ao Anexo I desta Instrução Normativa, adotada conforme proposta da Associação Médica Brasileira, encaminhada pelo Comitê de Padronização de Informação da Saúde Suplementar (COPISS).
Instrução Normativa - IN 30 de 09.09.2008, da Diretoria de Desenvolvimento Setorial ANS
Fonte: Portal da ANS
A SBM deseja cumprimentar os Drs. Cícero Urban e Mario Rietjens pela publicação de seu livro - CIRURGIA DA MAMA ESTÉTICA E RECONSTRUTORA - em edição em italiano e publicado pela Edta. Piccin de Pádova
RIO - Na abertura da Campanha Nacional de Combate ao Câncer de Mama, o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Ricardo Chagas, criticou a subutilização dos mamógrafos na rede pública de saúde. A mamografia é o principal exame utilizado na detecção precoce de tumores mamários.
Segundo ele, os mamógrafos da rede privada fazem cerca de 50 mamografias por dia, cinco ou seis dias por semana. Já os aparelhos utilizados pela rede pública realizam, em média, 16 exames. "O problema não é a falta de mamógrafos, e sim como eles estão sendo utilizados. Temos notícia de aparelhos que sequer foram retirados da caixa", criticou ele, depois de apresentar o filme publicitário da campanha, estrelado pela apresentadora de TV Ana Maria Braga, e que começará a ser exibido na terça-feira, 25.
Na semana passada, em audiência pública em Brasília, Chaves propôs que seja feita uma investigação sobre os motivos dessa subutilização. Ele supõe que falte material de apoio, como filmes, processadores e reveladores, e também operadores qualificados para realizar os exames. O deputado federal José Aristodemo Pinotti (DEM/SP) irá propor a abertura de um processo de fiscalização e controle para apurar as razões.
As mulheres que têm plano de saúde não têm dificuldade em agendar e realizar a mamografia, que deve ser feita anualmente pelas mulheres acima de 35 anos ou mais cedo, caso haja outros casos da doença na família. Mas quem depende do SUS encontra uma longa fila de espera para marcar o exame e muitas vezes desiste de realizá-lo.
Segundo Ricardo, mesmo depois de ter o tumor detectado nos exames preventivos - exame clínico, auto-exame ou mamografia - as mulheres têm dificuldades para realizar a biópsia que confirmariam o diagnóstico. Com o resultado em mãos, as dificuldades passam a ser ligadas a onde e quando tratar a doença.
Em regiões periféricas e distantes de centros urbanos a distribuição desigual dos mamógrafos dificulta o acesso da maioria das mulheres. Segundo dados do Cadastro Nacional dos Equipamentos de Saúde (CNES), atualizados em agosto deste ano, a região Sudeste conta com 703 mamógrafos para atendimento pelo SUS enquanto a região Norte tem 72 (no Estado de São Paulo são 347 e no Acre, somente um.
No total, existem 3.465 mamógrafos em funcionamento, dos quais 1.495 estão disponíveis para atendimento da rede pública, teoricamente o suficiente para atender à demanda do país.
A campanha da Sociedade Brasileira de Mastologia deste ano está focada na prevenção. De acordo com as estatísticas pacientes com tumores de até dois centímetros de diâmetro têm 90% a 100% de cura, sem necessidade de cirurgias.
Um mito que a campanha também quer desfazer é o de que a mulher que amamenta não terá câncer de mama. Apesar de alguns estudos indicarem que as mulheres que amamentaram têm menos probabilidade de desenvolver câncer.
Foi o que aconteceu com a fisioterapeuta Gisele Portella, de 29 anos. Ela amamentava a filha de 11 meses quando sentiu um nódulo de "textura estranha" e "dolorido". "Minha vó e tia tiveram câncer, mas não achava que pudesse acontecer comigo tão nova e ainda amamentando", disse ela, que descobriu o tumor no ano passado.
Confirmada a malignidade, ela foi operada, submeteu-se a sessões de quimio e radioterapia e faz exames periódicos. Alta, só depois de cinco anos. "Viver com o fantasma do câncer não é bom, mas a minha vida melhorou muito, passei a me alimentar melhor, me exercitar diariamente a dar mais valor para a vida, antes eu me estressava por muito menos."
SÃO PAULO - Prevenir a evolução do câncer de mama, doença que mata dez mil mulheres anualmente no país, está cada vez mais possível. É o que acredita a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), que lança hoje uma campanha de conscientização com todas as maneiras que as mulheres podem se proteger da doença. Entre as recomendações principais do presidente da SBM, o mastologista Ricardo Chagas, estão fazer periodicamente os exames preventivos, praticar exercícios físicos, e manter o peso e uma dieta equilibrada livre de bebidas alcoólicas.
- Queremos que a brasileira entenda que há dois tipos de prevenção, a prevenção primária e a prevenção secundária. A prevenção primária inclui as mudanças de hábito que podem melhorar a qualidade de vida da mulher e, por conseqüência, afastar o risco da doença. Manter uma rotina de exercícios, evitar bebidas alcoólicas e se manter no peso ideal são algumas medidas importantes. Hoje sabemos que o excesso de gordura corporal pode trazer desequilíbrios hormonais e estimular o aparecimento do câncer. Já a prevenção secundária inclui a mamografia, o melhor exame disponível atualmente para se detectar tumores. No exame, é possível detectar tumores bem pequenos, aumentando a taxa de cura para cerca de 95% - afirma o médico.
Ele enfatiza que nos países desenvolvidos, a taxa de detecção precoce gira em torno de 70%. No Brasil, este número cai para 15%. Embora o mastologista lembre que as condições de exames no país nem sempre são ideais, ele também explica que as mulheres brasileiras precisam aprender mais sobre o seu corpo e as formas de evitar a doença.
Ricardo Chagas afirmou que hoje, ao contrário do que aconteceu nos últimos anos, a recomendação é evitar sempre que possível o uso de hormônios sintéticos, em especial a pílula anticoncepcional e a terapia de reposição hormonal.
- Para evitar o câncer, o ideal é não fazer o uso de hormônios, principalmente após a menopausa. Nossa recomendação hoje é que a mulher faça uso destas terapias apenas se for necessário - diz.
No caso da pílula, ele não recomenda o uso do contraceptivo por meninas muito jovens.
- As mulheres hoje menstruam mais cedo e engravidam mais tarde. Aconselhar que as mulheres a engravidem mais cedo é fora da realidade, mas começar a tomar a pílula cedo demais também não é bom. O melhor seria esperar até depois do primeiro filho ou, pelo menos, até o fim da adolescência - completa Chagas.
Uma pesquisa publicada na revista científica da Associação Americana de Radiologia concluiu que não há diferença estatística significativa entre a mamografia digital e a tradicional, conhecida como de alta resolução. O estudo, realizado por três universidades americanas1 e o Cancer Research Center avaliou 6.736 mulheres por ambos os métodos, que foram interpretados isoladamente e comparados entre si.
A Sociedade Brasileira de Mastologia avalia a pesquisa como um alerta para as pacientes não acharem que o exame tradicional seja ultrapassado. Segundo o Dr. Marconi Luna, Diretor do Departamento de Mamografia da SBM, o estudo prova que os dois métodos são iguais em termos de capacidade de diagnóstico.
Muitas mulheres pensam que se não fizerem o exame com o mamógrafo digital não vão ter o diagnóstico preciso. Isso não faz sentido porque o de alta resolução tem a mesma eficácia – diz.
Pacientes idosas, vítimas do câncer de mama, que se submetem à cirurgia conservadora da mama parecem desfrutar de uma qualidade de vida melhor do que aquelas que se submetem à mastectomia, segundo resultados de um novo estudo.
NEW YORK - Older breast cancer patients who undergo surgery that spares the breast may enjoy a better quality of life than those who have a mastectomy, a new study suggests.
According to the study authors, older age has not been considered a deterrent to breast-sparing surgery, but research suggests older women are less likely to receive this more conservative treatment. They say their findings suggest doctors should offer older women the breast-sparing approach as a "reasonable alternative" to mastectomy more often than they traditionally have.
For the study, Dr. J. C. J. M de Haes, of the Academic Medical Hospital in Amsterdam, the Netherlands, studied survival, treatment preference and quality of life among patients having either a mastectomy or removal of the tumor only. Women in the latter group were also treated with the drug tamoxifen. All patients were at least 70 years old.
The authors found that although there was no difference in survival between the two groups, those who got breast-sparing surgery had fewer arm problems and tended to have a more positive body image. And more of these patients thought the treatment they received was preferable to the alternative -- 72 percent, versus 62 percent in the mastectomy group.
The findings are published in the European Journal of Cancer. "The results of this study," the authors conclude, "suggest that surgeons should propose (tumor removal) and tamoxifen to older breast cancer patients as a reasonable alternative to mastectomy in a more systematic manner than is currently the case."
Um estudo publicado no “Jornal da Associação Médica Americana” revela que mulheres com prótese de silicone diminuem as chances de ter um câncer de mama diagnosticado durante um exame de mamografia. O estudo contou com a participação de sete centros de registros de mamografia nos EUA e analisou mais de 1 milhão de exames de mulheres com e sem implantes. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Ezio Novais, o estudo apenas comprova que o silicone diminui discretamente a sensibilidade da mamografia em visualizar alterações na mama, mas, ao mesmo tempo, conclui que não houve diferença no índice de cura de mulheres que tiveram câncer de mama com ou sem silicone. Além disto, existem formas de compensar a diminuição da sensibilidade da mamografia nestes casos.
Existem manobras específicas para a realização de mamografias em pacientes com prótese de silicone. A técnica de Ecklund permite a visualização adequada da glândula e minimiza a dificuldade de diagnóstico causada pela prótese. Em alguns casos a ressonância magnética pode auxiliar no diagnóstico, suprindo a dificuldade da mamografia – garante Ezio.
A Sociedade Brasileira de Mastologia aconselha a todas as mulheres que pretendem colocar silicone a consultar um Mastologista antes da cirurgia, bem como manter um acompanhamento especializado periodicamente após a cirurgia.