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O Que São as Calcificações na Mama?
Calcificações são pequenos depósitos de cálcio no tecido mamário, visíveis como pontos brancos na mamografia ou na tomossíntese mamária. São achados frequentes nesses exames e, na maioria das vezes, benignos. Geralmente não causam sintomas nem são percebidas ao toque.
O termo “microcalcificações” ainda aparece em artigos científicos e laudos anatomopatológicos, mas a classificação radiológica BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) utiliza atualmente o termo “calcificações”.
Tipos de Calcificações
• Oxalato de cálcio
Associado principalmente a alterações benignas da mama.
• Fosfato de cálcio (hidroxiapatita)
Tipo mais comum, podendo estar presente tanto em lesões benignas quanto malignas.
Como Surgem as Calcificações?
O mecanismo de formação das calcificações mamárias ainda não é completamente compreendido. Estudos mostram que esse processo envolve participação ativa das próprias células da mama, e não apenas um depósito passivo de cálcio.
As calcificações podem surgir em secreções dentro dos ductos mamários, áreas de necrose (morte celular), processos inflamatórios ou como parte do envelhecimento natural do tecido mamário.
Quando as Calcificações Precisam de Investigação?
Calcificações arredondadas, grosseiras ou dispersas costumam ter aspecto benigno. Já calcificações muito pequenas, irregulares, agrupadas ou distribuídas ao longo dos ductos mamários podem exigir investigação complementar.
O radiologista utiliza a classificação BI-RADS para estimar a probabilidade de malignidade e definir a necessidade de acompanhamento, exames adicionais ou biópsia.
Levar exames antigos é muito importante, pois mudanças no padrão ou na quantidade das calcificações ao longo do tempo podem justificar investigação adicional.
Mesmo quando a biópsia é indicada por características suspeitas, muitos resultados acabam sendo benignos. A avaliação completa e a definição do seguimento dependem da análise médica individualizada, incluindo exame físico, histórico clínico e exames de imagem.
Recebeu um diagnóstico? Consulte um mastologista. Ele interpretará seus resultados e definirá o melhor caminho para você.
Sobre a autora: Paula Stephanie, médica mastologista, membro associada da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).
Referências:
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