Exame de sangue para diagnóstico de câncer de mama preocupa sociedades médicas

Exame de sangue para diagnóstico de câncer de mama preocupa sociedades médicas

Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) destaca a falta de validação científica para uma tecnologia que se propõe a detectar a doença de forma precoce

Testes chamados de “biópsias líquidas” ou “testes genéticos” têm alcançado ampla visibilidade a partir de órgãos de imprensa e redes sociais. Por meio de exame de sangue, a tecnologia se propõe a auxiliar no rastreamento precoce do câncer de mama. Ao mesmo tempo, divulgações sobre o método vêm mobilizando as mais importantes entidades médicas do País, entre elas a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). “Na realidade, não existem exames de sangue validados pela prática médica e por verificação científica como métodos de detecção precoce da doença”, afirma Guilherme Novita, presidente da SBM. A mamografia, ressalta o mastologista, é o único exame de rastreamento com eficácia comprovada na redução da mortalidade por câncer de mama em mulheres.

De acordo com o levantamento divulgado pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer), o Brasil deve registrar 78.610 novos casos por ano no triênio 2026-2028. Diante de uma perspectiva desafiadora não apenas na rede pública, mas também para a saúde suplementar que contempla planos e seguros particulares, a SBM vê com preocupação a veiculação de informações sobre testes conhecidos como “biópsia líquida” ou “testes genéticos”.

Por meio de exame de sangue, e sem a necessidade de solicitação médica para a realização, a tecnologia que não tem validação se propõe a detectar alterações ligadas ao crescimento de células tumorais que possam indicar precocemente o câncer de mama.

De acordo com o mastologista Guilherme Novita, testes não validados podem causar uma falsa sensação de segurança nas mulheres. “Outro aspecto igualmente preocupante é a diminuição da adesão das pacientes às formas consagradas pela ciência e prática médica para diagnóstico precoce da doença.”

Como método, a mamografia de rastreamento permanece como estratégia de saúde mais eficaz para a detecção do câncer de mama em estágio inicial. Desde o ano passado, a recomendação do Ministério da Saúde para a realização regular do exame foi ampliada com a inclusão de mulheres a partir dos 40 anos de idade.

O diagnóstico precoce proporcionado pela mamografia, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, está associado a tratamentos cirúrgicos menos extensos, muitas vezes sem necessidade de quimioterapia, maiores taxas de cirurgias conservadoras da mama e melhores resultados estéticos, aspecto de extrema relevância, considerando que a mama é um símbolo importante da feminilidade e da identidade corporal da mulher. “Diante de tantos benefícios, ao invés de recorrer a testes sem validação, é fundamental que as mulheres consultem um mastologista e sigam realizando a mamografia de forma frequente e regular”, conclui Guilherme Novita.


Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) alcança vitória inédita para incluir teste genético de câncer de mama no SUS

Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) alcança vitória inédita para incluir teste genético de câncer de mama no SUS

A partir da solicitação da SBM, Conitec avalia incorporar tecnologia de identificação de mutações genéticas associadas a 80% de risco de desenvolvimento da doença

A Conitec, comissão responsável por avaliar a incorporação de novos medicamentos, equipamentos, protocolos de diagnósticos e de tratamentos no SUS (Sistema Único de Saúde), acaba de aprovar a solicitação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) para incluir o Sequenciamento de Nova Geração (NGS, na sigla em inglês) para os genes BRCA1 e BRCA2 A tecnologia permite identificar mutações (variantes patogênicas) em genes selecionados associados ao risco hereditário de câncer de mama. Hoje, o exame não é ofertado regularmente pelo SUS. Alguns estados brasileiros possuem leis locais e já incorporaram no sistema público o teste genético e a linha de cuidado para mulheres com câncer de mama hereditário, como é o caso de Goiás com o projeto Goiás Todo Rosa, liderado pela mastologista Rosemar Macedo Rahal. “Este é um momento histórico para a população atendida pelo SUS”, afirma o mastologista Henrique Lima Couto, presidente da SBM-Regional Minas Gerais. “Para a SBM, é o cumprimento do papel de representar as pacientes, produzir conhecimento e participar ativamente da formulação de políticas na rede pública de saúde, que assiste atualmente cerca de 80% da população brasileira”, completa.

A solicitação à Conitec foi baseada em estudo científico de avaliação econômica e impacto orçamentário liderado por Lima Couto e pela mastologista Rosemar Rahal, membro do Departamento de Saúde Pública da SBM. Na elaboração do dossiê participaram também os fármaco-economistas Ludmila Perez Gargano e Fernando Zanghelini.

As mutações genéticas nos genes BRCA1 e BRCA2 alcançaram grande visibilidade nos noticiários de todo o mundo após uma entrevista de Angelina Jolie ao The New York Times. Em 2013, a atriz declarou ter feito uma mastectomia redutora de risco com reconstrução bilateral após a detecção de mutação genética no gene BRCA1, que representa um risco elevado para o desenvolvimento de câncer de mama.

Estudos populacionais recentes indicam que os casos da doença associados a causas hereditárias, ou seja, caracterizados por uma predisposição familiar e que podem passar de geração para geração, representam cerca de 5-10% do total dos cânceres, e aproximadamente metade desses casos hereditários de mama são causados por alterações nos genes BRCA1 e BRCA2.

Presidente do Departamento de Oncogenética da SBM, com atuação destacada na Consulta Pública solicitada à Conitec e também na argumentação sobre a inclusão da testagem NGS no âmbito do SUS, a mastologista Alessandra Borba afirma que pessoas com mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 têm mais chances de desenvolver vários tipos de câncer, como mama e ovário, entre outros. A mutação no gene BRCA representa um risco de 60-80% para câncer de mama e 20-40% para o de ovário. “Há mais de dez anos, o acesso ao teste genético existe nos planos de saúde, mas ainda não é plenamente disponibilizado na rede pública”, ressalta.

A partir da identificação da mutação genética, medidas redutoras de risco, como mastectomia e salpingo-ooforectomia (retirada das trompas e dos ovários), indicam importante impacto em redução do desenvolvimento da doença, aumentando também as chances de algumas pacientes portadoras de mutação estarem vivas e reduzindo custos de novos tratamento evitáveis.

O dossiê preparado pela SBM e encaminhado à Conitec avaliou, entre vários aspectos, a análise de custo-efetividade do NGS. “Em termos de custo-efetividade da testagem, há otimização dessa efetividade quando são incluídos familiares assintomáticos por caso alterado e a viabilização de cirurgias redutoras de risco de câncer de mama, trompas e ovários, além de exames de imagem personalizados para detecção precoce de outros cânceres, mitigando custos futuros com tratamentos de doenças avançadas”, destaca Alessandra Borba.

A incorporação da testagem NSG no SUS, segundo Lima Couto e Alessandra Borba, deve ser realizada de forma escalonada. “A inclusão do teste, com custos e impactos orçamentários definidos para uma população-alvo inicialmente restrita é o primeiro passo”, afirmam. “O que se espera nesse processo é uma ampliação progressiva e economicamente segura de testagem que vai permitir a construção gradual de uma linha de cuidados integral.”

Em sua argumentação frente à Conitec para inclusão do teste, Alessandra Borba destacou a importância de iniciar a linha de cuidado neste momento com os genes BRCA1 e BRCA2 tanto para câncer de mama como para câncer de ovário, o qual teve medicação de alto custo aprovada vinculada à testagem genética, e ainda não implementada. A mastologista destacou também a importância da incorporação da análise do gene TP53, também associado a câncer de mama hereditário, assim como outros cânceres, como parte de um processo contínuo de expansão dessa linha de cuidado devido a uma mutação fundadora nas regiões Sul e Sudeste do país. Na segunda fase de expansão, ressaltou, também é crítico olhar para testagem de familiares e prevenção real de câncer com estratégias redutoras de risco. Para isso, aconselhamento genético, acesso a exames como ressonância e também a cirurgias redutoras de risco com reconstrução são fundamentais para ampliar a custo-efetividade, reduzir a incidência de câncer, aumentar conhecimento genético da população, entre outros benefícios.

A jornada que culminou com a aprovação na Conitec foi iniciada na gestão anterior da entidade, sob a presidência do mastologista Tuffi Hassan. Conduzida pelo atual presidente da SBM, Guilherme Novita, a estratégia contou com contribuições dos mastologistas João Henrique e Alessandra Borba, do Departamento de Oncogenética, de Carlos Ruiz, do Departamento de Saúde Pública, de Annamaria Massaud Rodrigues dos Santos, do Departamento de Acesso e Direito dos Pacientes da SBM e de Daniel de Araújo Brito Buttros à frente do Departamento de Comunicação. A Sociedade Brasileira de Mastologia destaca ainda o apoio de importantes sociedades médicas, como a Associação Médica do Brasil, o Conselho Federal de Medicina e da sociedade civil organizada, em especial a FEMAMA, presidida pela médica Maira Caleffi, e de pessoas físicas que participaram da Consulta Pública da Conitec. A participação de pacientes, familiares e mastologistas foi decisiva.

“A SBM considera que este é apenas o início da caminhada. Nos próximos passos, a expectativa é de expansão da rede de aconselhamento genético, incorporação de cirurgias redutoras de risco e ampliação de critérios de investigação e genes a serem testados”, afirma Henrique Lima Couto. “O acesso ao teste genético não deve ser um privilégio do CEP onde a mulher se trata”, destaca Alessandra Borba em sua apresentação de defesa à Conitec.


SBM Alerta: Apenas 20% das Pacientes do SUS Têm Acesso à Reconstrução Mamária Pós-Mastectomia

SBM Alerta: Apenas 20% das Pacientes do SUS Têm Acesso à Reconstrução Mamária Pós-Mastectomia

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) manifesta profunda preocupação com o abismo entre o direito garantido por lei e a realidade assistencial no Brasil. Levantamento recente revela que 80% das mulheres submetidas à mastectomia no Sistema Único de Saúde (SUS) não realizam a cirurgia reconstrutiva, comprometendo a saúde física, psíquica e social de milhares de pacientes.

Enquanto na rede suplementar (planos de saúde) cerca de 75% das pacientes conseguem a reconstrução, no setor público a realidade é invertida. "Estamos falando de mulheres, muitas com menos de 50 anos, que têm suas vidas conjugais e profissionais impactadas pela não realização de um procedimento que é um direito assegurado", afirma o Dr. Guilherme Novita, presidente da SBM.

Barreiras Financeiras e Operacionais

A SBM identifica que o principal entrave para a universalização do acesso não é a falta de norma legal, mas a insuficiência do repasse financeiro. Atualmente, o SUS paga em média R$ 500 por uma reconstrução, valor que não cobre sequer o custo de uma prótese, que raramente é encontrada por menos de R$ 1.000 no mercado.

Como consequência direta:

  • A maioria dos hospitais públicos não realiza o procedimento por incapacidade de absorver o prejuízo financeiro.
  • Formam-se extensas filas de reconstrução tardia, que geram custos maiores ao sistema devido a novas internações e levam muitas pacientes à desistência.

Evolução Legislativa: A Lei nº 15.171/2025

A SBM destaca a importância da Lei nº 15.171/2025, em vigor desde o ano passado, que ampliou o escopo da legislação anterior (Lei nº 9.797/1999). O novo dispositivo garante a reconstrução não apenas em casos de câncer, mas também para:

  • Malformações e mamas tuberosas.
  • Grandes assimetrias e gigantismo.
  • Simetrização da mama contralateral, etapa crucial para o equilíbrio estético e funcional.

O Posicionamento da SBM

A Sociedade Brasileira de Mastologia defende que a reconstrução mamária deve ser compreendida como etapa indissociável do tratamento oncológico, e não como um procedimento eletivo ou estético.

A entidade urge por um aprimoramento urgente nas políticas públicas e no reajuste da tabela de procedimentos para que a Lei seja cumprida de forma imediata na rede pública. “Nossa perspectiva é curar não apenas o câncer, mas a pessoa que passa pela doença”, conclui Novita.


Estudo inédito expõe as diferenças no enfrentamento do câncer de mama no SUS e na rede particular

Estudo inédito expõe as diferenças no enfrentamento do câncer de mama no SUS e na rede particular

Investigação de grande escala, com mais de 65 mil mulheres no Estado de São Paulo, quantifica discrepâncias no diagnóstico e tratamento e indicam a urgência de políticas públicas estruturais para a equidade no cuidado mamográfico

Um estudo amplo, realizado com mais de 65 mil mulheres no Estado de São Paulo, revela a acentuada desigualdade no diagnóstico e tratamento do câncer de mama nas redes pública e privada de saúde. Por ser uma das poucas pesquisas populacionais de grande escala a quantificar rigorosamente de que forma as diferenças no sistema de saúde dual brasileiro impactam a sobrevida das pacientes no longo prazo, o estudo torna-se ainda mais relevante e sinaliza ainda a necessidade de políticas públicas estruturais para fortalecer a equidade no cuidado mamográfico não apenas no Estado, mas em todo o País.

O estudo “Determinantes relacionados à assistência médica no prognóstico do câncer de mama em São Paulo, Brasil: Uma coorte populacional”, publicado pela Clinical Breast Cancer (Elsevier), conceituada revista científica internacional, tem a coordenação de Gustavo Nader Marta, médico titular do Departamento de Radioterapia do Hospital Sírio-Libanês. A investigação envolve também pesquisadores com atuação no Brasil, Canadá e nos Estados Unidos.

A pesquisa se baseia em dados da Fundação Oncocentro de São Paulo (FOSP), instituição vinculada à Secretaria de Saúde do Estado. No período de 2000 a 2020, foram avaliadas 65.543 mulheres com câncer de mama. Um grupo de pacientes foi atendido no SUS (Sistema Único de Saúde); o outro, pela saúde suplementar, que contempla operadoras e planos privados. De acordo com Gustavo Marta, o registro da FOSP “é particularmente robusto e representativo em comparação com outros registros estaduais, por sua longa história, ampla cobertura populacional e práticas padronizadas de notificação”.

O levantamento identificou que mulheres assistidas pelo sistema privado foram diagnosticadas com maior frequência em estadios iniciais do câncer de mama. Na saúde suplementar, 41% das pacientes receberam diagnóstico no estadio I da doença. No SUS, foram 21%. Casos avançados (estadios III e IV) foram significativamente predominantes no sistema público.

A pesquisa também investigou a sobrevida global das mulheres no período de 10 anos, considerando os estadios I, II, III e IV da doença. No sistema privado, a sobrevida para estadio I chega a 81,6% contra 77,5% no SUS. No estadio II, são 74% contra 63,3%; 55,6% contra 39,6% (estadio III), e 7,6% contra 6,4% (estadio IV). A análise multivariada demonstrou que o tratamento no sistema privado esteve associado a uma redução de 41% no risco de morte.

“No contexto brasileiro, o estudo mostra que o sistema onde a paciente é tratada tem impacto mensurável na sobrevida, mesmo após controle para variáveis clínicas importantes”, constata Gustavo Marta, que completa: “Em oncologia, tempo é prognóstico. O diagnóstico mais tardio observado no sistema público ajuda a explicar parte das diferenças encontradas.”

Além de reforçar a extrema relevância e robustez do estudo que evidencia discrepâncias entre diagnóstico e tratamento nas redes pública e privada, o mastologista Daniel Buttros, presidente da Comissão de Comunicação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), também participante da pesquisa, avalia que “os resultados refletem, provavelmente, o acesso à mamografia mais facilitado às mulheres atendidas por planos de saúde”.

Embora reconheça o acesso ampliado pelo SUS ao tratamento oncológico nas últimas décadas, o representante da SBM ressalta que há inúmeros desafios a serem vencidos na rede pública de saúde.

No enfrentamento do câncer de mama, neoplasia maligna mais incidente entre mulheres no mundo, a mamografia de rastreamento permanece como a estratégia de saúde pública mais eficaz para a detecção precoce da doença, permitindo tratamentos menos agressivos e melhores taxas de sobrevida.

No entanto, mesmo com o rastreamento regular a partir dos 40 anos de idade, recomendação do Ministério da Saúde, aliado aos esforços das principais associações médicas brasileiras para o enfrentamento efetivo da doença, a cobertura mamográfica pelo SUS atinge atualmente apenas 33% da população-alvo no País. “O desejável é que 70% das mulheres façam o exame todos os anos”, diz Buttros.

Para Gustavo Marta e Daniel Buttros, os resultados deste estudo de grande escala que perfila a realidade do câncer de mama no Estado de São Paulo sugerem, também em nível nacional, que diferenças estruturais no acesso ao diagnóstico precoce, organização do cuidado e infraestrutura assistencial podem influenciar diretamente os desfechos oncológicos, representando melhor qualidade de vida para as mulheres brasileiras.


Release - Câncer de Mama SBM

Sociedade Brasileira de Mastologia muda a forma de se comunicar sobre o câncer de mama com a população

No projeto que prioriza a informação clara e genuína para contemplar regionalidades e mulheres de todas as idades e classes sociais, SBM quer ampliar o alcance de informações baseadas em Ciência e conhecimento médico

No propósito de informar sobre o câncer de mama, com base em conhecimento médico e comprovações científicas, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) muda a forma de se comunicar e investe em estratégias para engajar a população. “Seja pelas mídias digitais ou por canais oficiais da entidade, nosso projeto visa entregar informações cada vez mais diretas para impactar as mulheres brasileiras sobre a prevenção, o diagnóstico e tratamento da doença”, afirma o mastologista Daniel Buttros, presidente da Comissão de Comunicação da SBM.

Na nova proposta de comunicação, a SBM traz não somente médicos e especialistas para as principais discussões da atualidade sobre câncer de mama, mas também pacientes que, segundo Buttros, têm a oportunidade conversar sobre suas dúvidas, experiências e demandas do dia a dia.

“No site e nos outros canais oficiais da SBM, assim como nas mídias digitais, nosso empenho é por uma comunicação clara, genuína, de um jeito plural que contemple mulheres de todas as idades, classes sociais e regionalidades para levar uma mensagem extremamente confiável sobre prevenção, diagnóstico e tratamento de uma doença de alta incidência não só no Brasil, mas em outros países”, reforça o mastologista.

Já no primeiro projeto de 2026, que será realizado na Semana Nacional da Mamografia, a SBM traz temas discutidos sob a perspectiva de pacientes que compartilham relatos da vida real e reforçam a importância de não terem acreditado em desinformação. Elas também inspiram outras mulheres nos cuidados e na busca de orientações confiáveis.

Nos canais oficiais da entidade, vários temas serão debatidos na próxima semana, entre os quais se destacam a importância da mamografia no diagnóstico da doença e a recomendação do Ministério da Saúde para o rastreamento a partir dos 40 anos de idade. Ainda sobre o exame, queixas comuns das mulheres, como dor no pela compressão das mamas, também entram no debate e são acompanhadas de estratégias para diminui o incômodo, como a realização após a menstruação.

“No que se refere a informações sobre câncer de mama, observo que algumas mídias e o movimento nas redes sociais estão na contramão da ciência e a favor de prejuízos”, afirma Buttros. Os “prejuízos” podem ser mensurados pelo aumento do número de casos da doença, que segundo projeção do Inca (Instituto Nacional de Câncer) chegam a 74 mil novos casos.

Para Daniel Buttros, os investimentos da Sociedade Brasileira de Mastologia em comunicação pretendem combater a desinformação ao mesmo tempo que proporcionam maior entendimento da população brasileira sobre câncer de mama. “Todos os esforços neste sentido convergem para tornar realidade um slogan que, para nós, é um princípio: ‘Na SBM você pode confiar’”, conclui.


Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) pede inclusão de teste genético para câncer de mama no SUS

Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) pede inclusão de teste genético para câncer de mama no SUS

Por solicitação da entidade, Conitec disponibiliza até a próxima segunda-feira (02/02) Consulta Pública que avalia a inclusão de uma tecnologia de identificação de mutações genéticas associadas a 80% de risco de desenvolvimento da doença

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) solicitou à Conitec uma Consulta Pública com a finalidade de avaliar a inclusão no SUS (Sistema Único de Saúde) do Sequenciamento de Nova Geração (NGS, na sigla em inglês), tecnologia de análise genética que permite identificar mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 associados ao risco hereditário de câncer de mama. “Há mais de dez anos, o acesso ao teste genético existe nos planos de saúde, mas ainda não é disponibilizado no SUS”, afirma a mastologista Alessandra Borba, presidente do Departamento de Oncogenética da SBM. “É muito importante que as pessoas se mobilizem e se manifestem sobre o tema para que o benefício se torne realidade também na rede pública”. Na plataforma Brasil Participativo, a Consulta Pública nº 3/2026 está aberta até a próxima segunda-feira (02/02).

As mutações genéticas BRCA1 e BRCA2 alcançaram grande visibilidade nos noticiários de todo o mundo após uma entrevista de Angelina Jolie ao The New York Times. Em 2013, a atriz declarou ter feito uma mastectomia redutora de risco com reconstrução bilateral após a detecção de mutação genética no gene BRCA1, que representa um risco elevado para o desenvolvimento de câncer de mama. Na época, os médicos estimaram que Jolie teria 87% de chance de desenvolver a doença durante a vida.

De acordo com o estudos populacionais recentes, os casos da doença associados a causas hereditárias, ou seja, caracterizados por uma predisposição familiar e que podem passar de geração para geração, representam aproximadamente 5-10% do total dos cânceres.

Pessoas com mutação nos genes BRCA1 e BRCA2, segundo Alessandra Borba, têm mais chances de desenvolver cânceres de mama e ovário. A mutação no gene BRCA representa um risco de 60-80% para câncer de mama e 20-40% para o de ovário.

O Sequenciamento de Nova Geração (NGS) avalia de forma simultânea e rápida milhões de fragmentos de DNA. No processo que envolve várias etapas, incluindo “purificação, amplificação e isolamento dos fragmentos de DNA”, são identificadas as mutações genéticas. Em seguida, as sequências desses pequenos fragmentos são lidas e transformadas em dados eletrônicos, que são comparados a um genoma ou sequência de “referência”, permitindo identificar variantes ou mutações patogênicas (alterações genéticas que podem causar doença) em genes ou regiões-alvo.

A partir da identificação da mutação genética, medidas redutoras de risco, como mastectomia e salpingo-ooforectomia (retirada das trompas e dos ovários), indicam importante impacto em redução de chances de desenvolver a doença, aumentando também as chances de as pacientes portadoras de mutação estarem vivas.

O dossiê preparado pela SBM e encaminhado à Conitec avalia, entre vários aspectos, a análise de custo-efetividade do NGS. “Em termos de custo-efetividade da testagem, há otimização dessa efetividade quando são incluídos  familiares assintomáticos por caso alterado e a viabilização de cirurgias redutoras de risco de câncer de mama, trompas e ovários, além de exames de imagem personalizados para detecção precoce de outros cânceres, mitigando custos futuros com tratamentos de doenças avançadas”, destaca.

Embora o passo inicial seja a aprovação do NGS como benefício para pacientes do SUS, Alessandra destaca a importância de se estabelecer também uma linha de cuidado delineada por um Grupo de Trabalho multidisciplinar, sob a coordenação do Ministério da Saúde. De acordo com a mastologista, cabe ao grupo, no qual a SBM pleiteia participação, definir critérios de testagem para a aplicação do recurso tecnológico de forma ética, ordenada e sustentável em larga escala.

A implementação em fases é uma das estratégias a ser considerada para o NGS. A prioridade inicial seriam mulheres com câncer de mama e alto risco genético e, posteriormente, a ampliação do acesso a parentes de primeiro grau de pacientes com mutação identificada e inclusão de outros cânceres que fazem parte da síndrome genética, como ovário, próstata e pâncreas.

Até agora, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Amazonas dispõem de legislações específicas para Detecção de Mutação Genética dos Genes BRCA1 e BRCA2 custeada pelo SUS. “Mas ainda é preciso muito empenho para que este direito não seja apenas uma lei no papel”, afirma.

Na avaliação da presidente do Departamento de Oncogenética da SBM, a incorporação da tecnologia NGS vai colocar em curso uma estratégia para diminuir as disparidades no acesso ao cuidado entre pacientes do SUS e do sistema complementar. “Protocolos para câncer de mama hereditário são comprovadamente salvadores de vidas”, conclui Alessandra Borba.

Como participar

- Acesse o link da Consulta Pública: https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/consultas-publicas-conitec/f/2789/
- Faça o login no site gov.br.
- Responda ao questionário.
- Opine se é favorável ou não à incorporação do teste genético germinativo NGS para mulheres com câncer de mama.
- É possível comentar a opinião com base em vivência pessoal, familiar, de trabalho ou experiência técnica.
- A plataforma permite adicionar contribuições técnicas ou documentos.
- O Relatório Técnico e o Relatório para a Sociedade estão disponíveis com informações complementares.


Considerações da Sociedade Brasileira de Mastologia sobre o exame imunoistoquímico em câncer de mama.

Projeto Itaberaí envolve agentes de saúde e reduz em 50% diagnósticos tardios de câncer de mama

Iniciativa idealizada por especialista da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) envolve capacitação de agentes para realizar exames físicos de mamas em visitas domiciliares e demonstra eficiência para agilizar os tratamentos

A capacitação de agentes de saúde para realizar exames físicos de mamas durante visitas domiciliares a mulheres assistidas pelo SUS (Sistema Único de Saúde), em Itaberaí (GO), reduziu em 50% o diagnóstico em estadios avançados da doença. Os resultados preliminares do projeto idealizado pelo mastologista Ruffo Freitas-Junior, assessor especial da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), alcançaram repercussão no congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, na sigla em inglês), uma das mais respeitadas organizações médicas internacionais a orientar decisões no tratamento de pacientes com câncer em diversas partes do mundo. A experiência goiana também tem despertado o interesse de outras cidades brasileiras na implementação deste recurso de rastreamento.

Uma em cada duas brasileiras, ou 54% das mulheres atendidas pelo SUS, apresenta no diagnóstico de câncer de mama tumores maiores que cinco centímetros. Em grande medida, segundo Ruffo Freitas-Junior, a estatística evidencia o não cumprimento da Lei dos 60 Dias (Lei nº 12.732/2012). Em vigor em todo o território nacional, a determinação preconiza o período máximo de 60 dias para o início do tratamento após a confirmação do diagnóstico de câncer de mama.

Inspirado por uma experiência de sucesso realizada na Índia, o mastologista da SBM, que também é professor da Universidade Federal de Goiás (UFB), uniu forças com a Promotoria de Justiça do Estado, a Prefeitura de Itaberaí e a Câmara Municipal para aprovar uma lei com dotação orçamentária que permitisse colocar em prática um projeto para reduzir os diagnósticos tardios de câncer de mama na cidade.

No município a 92 quilômetros de Goiânia, o Projeto Itaberaí, que também se prestou a reunir informações relevantes em um estudo sobre o rastreamento de câncer de mama, dividiu as agentes de saúde em dois grupos. “O grupo controle visitou as mulheres em suas residências, aplicando as recomendações do Ministério da Saúde, ou seja, orientando sobre o autoexame, a realização bienal da mamografia a partir dos 40 anos de idade e a busca espontânea pela Unidade Básica de Saúde (UBS) se percebessem alguma alteração nas mamas”, explica Freitas-Junior.

O segundo grupo, chamado grupo ativo, recebeu treinamento para realizar o exame físico da mama nas visitas domiciliares. Nos atendimentos, é utilizado um palmtop com duas ferramentas eletrônicas: os aplicativos Rosa e RosaWatch. No Rosa são inseridas informações da mulher examinada Na hipótese de detectarem alguma lesão, as agentes realizam, diretamente no aplicativo, o agendamento de consulta médica na UBS.

Freitas-Junior explica que ao chegar à UBS a paciente é integrada ao RosaWatch, que faz a navegação dentro do sistema de saúde. Se confirmado o nódulo por um mastologista, o encaminhamento prevê investigação por ultrassom, biópsia, exame anatomopatológico e mamografia.

Para o mastologista da SBM, a estratégia demonstrou eficácia por reduzir o tempo que a paciente levava para fazer a mamografia, esperar o resultado e só então ser submetida à biópsia. Em caso de confirmação do câncer de mama, a proposta é que o tratamento seja iniciado em até 30 dias.

Os três passos, treinamento das agentes de saúde, utilização do aplicativo Rosa e organização do fluxo da jornada da paciente pelo RosaWatch, segundo Freitas-Junior, permitiram nos quatro primeiros anos do projeto, uma redução no diagnóstico de câncer de mama em estadios avançados na ordem de 50%. “Inicialmente, pensávamos em ter uma redução de 20% nos estadios III e IV, o que já seria um sucesso”, diz.

Segundo o especialista, as participantes do Projeto Itaberaí conseguem, na esfera do SUS, ter a mesma possibilidade de um diagnóstico precoce que mulheres atendidas pela saúde suplementar e privada, conforme dados publicados por especialistas em clínicas privadas brasileiras.

A experiência de Itaberaí, com dados preliminares apresentados como case brasileiro no congresso da ASCO, é um trabalho em andamento. O estudo randomizado com 3.998 mulheres e a perspectiva de chegar a 4.200 participantes, teve os dados do primeiro ciclo, realizado durante quatro anos, fechados em 30 de novembro. “Agora, serão analisados no primeiro trimestre e apresentados no segundo trimestre de 2026”, prevê.

Como projeto e estudo, a iniciativa vem despertando o interesse de outros municípios brasileiros. O mastologista destaca como primordial o trabalho de um pesquisador responsável na localidade. “E entendimento concreto e real da Prefeitura, da Secretaria Municipal de Saúde e da Câmara Municipal para que o projeto seja instalado com a participação de agentes de saúde contratados para aquela cidade”, ressalta.

Nos próximos anos, o estudo realizado a partir do Projeto Itaberaí, segundo Ruffo Freitas-Junior deve trazer mais dados sobre detecção do câncer de mama, mas principalmente vai avaliar impactos do diagnóstico precoce na eficácia dos tratamentos e na redução da mortalidade pela doença.

Visibilidade nacional

O Projeto Itaberaí tem alcançado notoriedade na mídia brasileira. Além de reportagens publicadas em jornais de circulação nacional, como Folha de S.Paulo, a iniciativa foi destaque no programa Encontro com Patrícia Poeta, exibido pela Rede Globo.

O Encontro foi ao município goiano de Itaberaí para acompanhar o trabalho de agentes de saúde no projeto idealizado pelo mastologista da SBM, Ruffo Freitas-Junior.

O programa mostrou de que forma a iniciativa reduziu o diagnóstico tardio do câncer de mama e aumentou as chances de cura.

À reportagem do Encontro, Freitas-Junior destacou a importância de ampliar o projeto para outras cidades brasileiras. “Temos um projeto de baixo custo e com grande facilidade para ser trabalhado nos municípios, possibilitando alta possibilidade de cura e menos mutilação, o que me deixa extremamente feliz e confiante de que este é o melhor caminho no futuro próximo”, afirmou.


Considerações da Sociedade Brasileira de Mastologia sobre o exame imunoistoquímico em câncer de mama.

Nova Lei nº 15.267/2025 amplia direitos de pacientes submetidos à mastectomia

A Lei nº 15.267, de 21 de novembro de 2025, altera a Lei nº 9.797/1999 para garantir a inclusão da assistência fisioterapêutica no cuidado de pacientes que passaram por cirurgia de mastectomia.
A nova legislação assegura acompanhamento fisioterapêutico para reabilitação e prevenção de complicações pós-tratamento, ampliando o acesso tanto para mulheres quanto para homens submetidos ao tratamento do câncer de mama.

Clique aqui para acessar o PDF na íntegra.


Uso de dispositivos de termografia das mamas em farmácias sem pedido médico

Uso de dispositivos de termografia das mamas em farmácias sem pedido médico

Em outubro de 2025, a Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (ABRAFARMA) anunciou que Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo passaram a oferecer o exame “termografia das mamas” sem necessidade de pedido médico. Embora apresentada como ação de prevenção e diagnóstico precoce, essa iniciativa apresenta sérias limitações técnicas, éticas e regulatórias.

Fundamentação técnico-científica

A termografia mamária utiliza sensores infravermelhos para mapear diferenças de temperatura nas mamas, sob a hipótese de que alterações térmicas indiquem tumores. Contudo, não há evidências científicas que comprovem sensibilidade, especificidade ou impacto positivo do método no rastreamento ou diagnóstico do câncer de mama.

O Parecer Conjunto do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e FEBRASGO (2023) é categórico: “Os dispositivos de atividade térmica, incluindo a termografia infravermelha, não são recomendados para rastreamento, diagnóstico ou acompanhamento do câncer de mama, isoladamente ou em associação à mamografia.”

A mamografia permanece como o único exame comprovadamente eficaz na redução da mortalidade por câncer de mama.

Aspectos éticos e legais

O Conselho Federal de Medicina (CFM) determina que a solicitação e interpretação de exames com finalidade diagnóstica são atos privativos do médico (Pareceres nº 1.445/97 e nº 21/85).
A realização de exames sem pedido médico e emissão de laudo automático constitui infração ética e pode gerar responsabilização dos profissionais e estabelecimentos envolvidos.

Avaliação da prática

A oferta da termografia mamária em farmácias apresenta:

  • Falta de validação científica: risco de falsos negativos, que podem atrasar o diagnóstico, e de falsos positivos, que geram ansiedade e exames desnecessários.
  • Inadequação ética e regulatória: exames diagnósticos exigem supervisão médica e não se enquadram nas atribuições do farmacêutico.
  • Potencial conflito com políticas públicas: pode desestimular a adesão aos programas oficiais de rastreamento com mamografia.
  • Atraso no diagnóstico de câncer de mama: o exame de termografia negativo pode induzir a mulher a deixar de fazer a mamografia, que é o método de rastreamento capaz de fazer o diagnóstico precoce da doença.

Recomendações

Diante das evidências e normas vigentes, CBR, SBM e FEBRASGO não recomendam o uso de dispositivos térmicos para avaliação das mamas em
qualquer ambiente fora do contexto de pesquisa.

Recomenda-se que:

  • As redes de farmácias suspendam a oferta comercial do exame até comprovação científica e aprovação por entidades médicas.
  • As mulheres sejam orientadas a seguir as diretrizes oficiais de rastreamento baseadas em mamografia e acompanhamento médico.
  • O CFM e a ANVISA avaliem as implicações éticas e regulatórias da prática.
  • As entidades médicas e conselhos de farmácia promovam campanhas de esclarecimento público sobre métodos validados e riscos de tecnologias não comprovadas.

Conclusão

A termografia mamária não possui respaldo técnico, ético ou legal e não deve ser utilizada nem comercializada como exame diagnóstico ou de rastreamento do câncer de mama.
A FEBRASGO, o CBR e a SBM reiteram a importância da mamografia como método validado e alertam para o risco de práticas que possam atrasar o diagnóstico e comprometer a saúde das mulheres.

Referências

1. ABRAFARMA. Drogarias Pacheco e São Paulo anunciam exame de termografia das mamas. 24 out 2025.
2. COLÉGIO BRASILEIRO DE RADIOLOGIA; SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA; FEBRASGO. Parecer sobre Dispositivos de Atividade Térmica da Mama. 23 mar. 2023.
3. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Pareceres CFM nº 1.445/97 e nº 21/85 – Exames sem pedido médico.

Assinam a nota

Dr. Rubens Chojniak
Presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR)

Dra. Maria Celeste Osório Wender
Presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia da FEBRASGO

Dr. Augusto Tufi Hassan
Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM)

FEMAMA
Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama

Dra. Angélica Nogueira
SBOC - Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica

Clique aqui e confira a nota na íntegra


Posicionamento da Sociedade Brasileira de Mastologia sobre supostos “testes de sangue” para detecção de câncer de mama

A Sociedade Brasileira de Mastologia vem a público informar que não existem exames de sangue que estejam validados para a detecção precoce do câncer de mama.

Alguns testes têm sido divulgados como “biópsias líquidas” ou “testes genéticos” capazes de detectar a doença, mas as evidências científicas ainda são limitadas e insuficientes. A eficácia e a segurança desses métodos ainda necessitam ter sua validade cientificamente aprovadas para uso na prática.

Testes não validados podem causar falsa sensação de segurança e diminuir a adesão das pessoas às formas consagradas de diagnóstico precoce da doença.

A mamografia de rotina ainda é o ÚNICO método cientificamente comprovado de detecção precoce do câncer de mama com impacto na diminuição de mortalidade da doença na população geral.

Quaisquer outros métodos somente devem ser usados dentro de protocolos de pesquisa em entidades científicas.

👉 A SBM reforça que, até o momento, não há exame de sangue capaz de substituir a mamografia na detecção precoce do câncer de mama.