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Articulação que envolveu a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) junto ao órgão do governo moderniza um modelo de formação de especialistas que é reconhecido mundialmente
O Ministério da Educação aprovou atualizações na matriz de competências para formação de mastologistas em residência médica. Com contribuições da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e de outras importantes entidades médicas do País, o documento vem para aprimorar ainda mais um modelo de instrução reconhecido mundialmente.
“Na Comissão Nacional de Residência Médica, que é o principal órgão deliberativo e normativo responsável por debater, votar e definir as regras dos programas de residência médica no Brasil, tivemos a oportunidade de apresentar sugestões que visam modernizar os parâmetros de formação em uma especialidade que demanda conhecimentos, abordagens e tratamentos cada vez mais diversificados e complexos”, afirma o mastologista José Pereira Guará, coordenador do Departamento de Residência Médica da SBM.
De acordo com Guará, encaminhamentos para aprimorar a matriz de competências para residência médica em Mastologia vêm sendo feitos desde 2022. “Mas somente após articulações realizadas pessoalmente no Ministério da Educação no primeiro semestre deste ano, de fato conseguimos avançar e discutir em atualizações necessárias e importantes que aguardam agora a publicação da resolução oficial”, destaca.
No Brasil, além de ser reconhecida como especialidade responsável pelo tratamento de doenças da mama, a Mastologia tem um programa de residência médica específico para profissionais que concluíram treinamento em Cirurgia Geral ou Obstetrícia e Ginecologia, com duração de dois anos e formação que inclui competências clínicas, diagnósticos por imagem, realização de cirurgias em todos os níveis de complexidade para o tratamento de doenças benignas, mas especialmente de doenças malignas da mama. “Isso inclui não somente o tratamento do câncer de mama, mas também as cirurgias reconstrutivas e oncoplásticas”, diz Guará.
O modelo de formação brasileiro constitui um diferencial quando comparado a países da Europa e também os Estados Unidos, onde essas cirurgias, em geral, são realizadas por ginecologistas, cirurgiões oncológicos e cirurgiões gerais que integram equipes de múltiplas especialidades. “Como os programas de residência médica no País são regulamentados pelo Ministério da Educação, hospitais com programas de residência médica geralmente também oferecem condições de saúde superiores, que refletem melhores prognósticos para diversas doenças.”
Entre os pontos mais importantes das atualizações da matriz de competências, o mastologista destaca a consolidação do tratamento cirúrgico da mama em todas as dimensões, “desde tratamento de doenças benignas, câncer de mama, cirurgias de afirmação de gênero, intervenções reparadoras, reconstrutivas e estéticas, ampliação da atuação do mastologista nos procedimentos radioguiados e aumento da competência em terapias sistêmicas do câncer de mama”.
Para José Pereira Guará, a articulação entre SBM e Ministério da Educação tem importância inestimável. “Temos agora a chancela do órgão oficial com um norteador dos processos de formação de especialistas no Brasil inteiro”, conclui.
