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Brasileirão receberá ações sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e incentivo ao autocuidado
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) se uniram em prol do Outubro Rosa, mês dedicado a ações de prevenção e conscientização sobre o câncer de mama.
No Brasileirão, campeonato que reúne as 20 principais equipes do futebol brasileiro e conta com ampla visibilidade em todo o país, a CBF irá aderir à campanha com ativações nas placas de LED ao longo de todo o mês.
Além disso, todos os itens do protocolo inicial (pórtico de entrada, totem de bola, placa de foto e placa central) terão designs específicos para o Outubro Rosa. Vídeos institucionais produzidos pela SBM serão exibidos nos telões dos estádios com mensagens que associam prevenção, saúde e prática esportiva.
Exclusivamente na 29ª rodada, que se inicia nesta quarta-feira (7), clubes mandantes e visitantes entrarão em campo com mulheres em tratamento ou em remissão do câncer de mama.
“Usar a força do Brasileirão no Outubro Rosa para levar a mensagem do diagnóstico precoce e conscientização sobre o câncer de mama a milhões de torcedoras é um compromisso da CBF com a saúde e o cuidado com a mulher”, salienta o presidente da CBF, Samir Xaud.
“Neste Outubro Rosa, destacamos a importância de efetivar políticas públicas e aprimorar o atendimento também na rede suplementar de saúde com ações para expandir o rastreamento, agilizar diagnósticos e tratamentos, especialmente quando se consideram as desigualdades regionais no país”, afirma o mastologista Guilherme Novita, presidente da SBM, cujo lema da campanha deste ano é “‘A vida nos une. O cuidado nos move”.
Sobre o câncer de mama
O câncer de mama é responsável por 30% das neoplasias malignas diagnosticadas em mulheres brasileiras e deve registrar 78.610 novos casos a cada ano do triênio 2026-2028. A estimativa apresentada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) contrasta com o levantamento anterior e indica aumento de ocorrência da doença.
Em comparação ao período 2023-2025, o crescimento no número de casos deve chegar a cinco mil novas ocorrências anuais, segundo projeção do INCA. A estimativa para 2026 chama a atenção para variações significativas entre as regiões do Brasil. O maior risco estimado é observado na região Sudeste, com 40.560 novos casos. No Sul, são 12.550. O Centro-Oeste aparece com 5.420, o Nordeste, com 17.130, e o Norte, 2.950 novos casos.
O Ministério da Saúde recomenda a realização da mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir dos 40 anos de idade para ampliar o rastreamento do câncer de mama. Para a faixa de 50 a 74 anos, o rastreamento na rede pública de saúde é bienal. Acima dos 74 anos, a decisão é individualizada, de acordo com comorbidades e expectativa de vida.
