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Parecer técnico orienta profissionais sobre estratégias para reduzir a dor durante o exame, preservando a qualidade diagnóstica e favorecendo a adesão ao rastreamento.
A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), por meio dos Departamentos de Saúde Inclusiva e de Imagem, publicou um parecer técnico com recomendações para a realização de mamografia em mulheres com fibromialgia.
O documento aborda os desafios relacionados à maior sensibilidade dolorosa dessas pacientes e apresenta estratégias para melhorar a tolerabilidade ao exame, sem comprometer sua qualidade diagnóstica.
A fibromialgia não modifica, isoladamente, a indicação da mamografia
Segundo o parecer, não existem evidências consistentes de que a fibromialgia, por si só, aumente o risco de câncer de mama ou justifique alterações na estratégia habitual de rastreamento.
A indicação e a periodicidade dos exames devem continuar considerando fatores como idade, risco individual, densidade mamária e histórico familiar ou genético.
Recomendações para uma assistência individualizada
Entre as principais orientações apresentadas pela SBM estão:
- Identificar previamente pacientes com fibromialgia ou histórico de dor intensa em mamografias anteriores.
- Explicar o procedimento e manter uma comunicação contínua com a paciente.
- Realizar posicionamento cuidadoso, evitando movimentos bruscos e tração excessiva.
- Aplicar compressão gradual, progressiva e individualizada, preservando a qualidade diagnóstica.
- Considerar, quando disponível, a compressão assistida pela paciente, sob supervisão profissional e com manutenção da qualidade técnica.
O parecer também esclarece que não há evidências suficientes para recomendar a redução padronizada da força de compressão, o uso rotineiro de analgésicos preventivos ou a substituição da mamografia por outros exames exclusivamente em razão da fibromialgia.
Conforto e qualidade no rastreamento
A SBM destaca que experiências dolorosas durante a mamografia podem influenciar a disposição das pacientes para retornar aos exames de rastreamento.
Por isso, reconhecer previamente a maior sensibilidade à dor e adotar medidas individualizadas são cuidados importantes para melhorar a experiência da paciente e favorecer a continuidade do acompanhamento.
