Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) reúne-se com diretor do INCA para tratar de melhorias no atendimento ao câncer de mama na rede pública
O presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Dr. Guilherme Novita, juntamente com a Assessora Especial da Presidência, Dra. Monica Jourdan, realizou uma reunião com o diretor do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Dr. Roberto Gil, para discutir pautas estratégicas voltadas à ampliação e qualificação do atendimento a pessoas com câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante o encontro, Dr. Guilherme Novita apresentou demandas prioritárias da especialidade, com destaque para a participação ativa da SBM no Grupo Técnico de Câncer de Mama do Ministério da Saúde. A presença da Sociedade nesse colegiado visa contribuir com diretrizes baseadas em evidências científicas e na experiência clínica para aprimorar protocolos, diagnóstico precoce e tratamento oncológico.
Outro ponto central da reunião foi o pedido formal de apoio do INCA para a defesa e o incremento da reconstrução mamária na rede pública. A SBM reforçou a importância de garantir o acesso universal e oportuno à cirurgia reconstrutiva, direito legalmente assegurado às mulheres mastectomizadas pelo SUS, mas ainda sujeito a grandes desigualdades regionais e longas filas de espera.
“Tivemos a oportunidade de levar pautas essenciais para a melhoria da assistência. A reconstrução mamária é parte fundamental da reabilitação psicossocial e da qualidade de vida das pacientes, e precisamos de medidas concretas para ampliar esse serviço no sistema público”, afirmou o presidente da SBM.
O Dr. Roberto Gil, diretor do INCA, demonstrou receptividade às demandas e sinalizou alinhamento na busca por soluções que fortaleçam a política nacional de atenção oncológica. Novos desdobramentos deverão ser discutidos em próximas reuniões técnicas entre as instituições.
Sobre a SBM
A Sociedade Brasileira de Mastologia é a entidade científica que reúne os especialistas em patologias da mama no Brasil, atuando na defesa da saúde mamária, educação médica continuada e formulação de políticas públicas para o setor.
Sobre o INCA
O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) é o órgão do Ministério da Saúde responsável por coordenar as ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e pesquisa oncológica no país.
Exame de Proficiência para obtenção do certificado de área de atuação em Oncogenética - 2026
Estão abertas as inscrições para o Exame de Proficiência para obtenção do Certificado de Área de Atuação em Oncogenética.
Participam do Exame as entidades: Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBC), Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM) e Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO).
O processo é conduzido pela Associação Médica Brasileira (AMB).
Representando um marco para a oncogenética no Brasil, essa etapa aprimora a prática clínica e traz mais segurança no manejo de pacientes com predisposição hereditária.
Confira o edital no site da AMB: https://amb.org.br/provas/
SBM Alerta: Apenas 20% das Pacientes do SUS Têm Acesso à Reconstrução Mamária Pós-Mastectomia
A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) manifesta profunda preocupação com o abismo entre o direito garantido por lei e a realidade assistencial no Brasil. Levantamento recente revela que 80% das mulheres submetidas à mastectomia no Sistema Único de Saúde (SUS) não realizam a cirurgia reconstrutiva, comprometendo a saúde física, psíquica e social de milhares de pacientes.
Enquanto na rede suplementar (planos de saúde) cerca de 75% das pacientes conseguem a reconstrução, no setor público a realidade é invertida. "Estamos falando de mulheres, muitas com menos de 50 anos, que têm suas vidas conjugais e profissionais impactadas pela não realização de um procedimento que é um direito assegurado", afirma o Dr. Guilherme Novita, presidente da SBM.
Barreiras Financeiras e Operacionais
A SBM identifica que o principal entrave para a universalização do acesso não é a falta de norma legal, mas a insuficiência do repasse financeiro. Atualmente, o SUS paga em média R$ 500 por uma reconstrução, valor que não cobre sequer o custo de uma prótese, que raramente é encontrada por menos de R$ 1.000 no mercado.
Como consequência direta:
- A maioria dos hospitais públicos não realiza o procedimento por incapacidade de absorver o prejuízo financeiro.
- Formam-se extensas filas de reconstrução tardia, que geram custos maiores ao sistema devido a novas internações e levam muitas pacientes à desistência.
Evolução Legislativa: A Lei nº 15.171/2025
A SBM destaca a importância da Lei nº 15.171/2025, em vigor desde o ano passado, que ampliou o escopo da legislação anterior (Lei nº 9.797/1999). O novo dispositivo garante a reconstrução não apenas em casos de câncer, mas também para:
- Malformações e mamas tuberosas.
- Grandes assimetrias e gigantismo.
- Simetrização da mama contralateral, etapa crucial para o equilíbrio estético e funcional.
O Posicionamento da SBM
A Sociedade Brasileira de Mastologia defende que a reconstrução mamária deve ser compreendida como etapa indissociável do tratamento oncológico, e não como um procedimento eletivo ou estético.
A entidade urge por um aprimoramento urgente nas políticas públicas e no reajuste da tabela de procedimentos para que a Lei seja cumprida de forma imediata na rede pública. “Nossa perspectiva é curar não apenas o câncer, mas a pessoa que passa pela doença”, conclui Novita.
Diretriz de Câncer e Obesidade
É com grande satisfação que compartilhamos com você a nova Diretriz de Câncer e Obesidade, um documento técnico inédito desenvolvido para qualificar e orientar o cuidado de pacientes que enfrentam ambas as condições.
Sabemos que a associação entre obesidade e câncer apresenta desafios complexos no manejo clínico. Por isso, este material foi construído de forma colaborativa por 13 organizações de referência, unindo expertises multidisciplinares para oferecer parâmetros claros e adaptações necessárias ao tratamento.
O que você encontrará nesta diretriz:
- Orientações para o manejo clínico e de suporte assertivo de pacientes com ambas as condições
- Apontamento de adaptações técnicas e estruturais necessárias para o tratamento de pacientes.
- Estratégias para aprimoramento do cuidado dos pacientes
Reforçamos nosso compromisso em fornecer ferramentas que elevem o padrão do cuidado oncológico no Brasil. O documento completo está disponível no link abaixo:
https://www.oncoguia.org.br/conteudo/board-de-cancer-e-obesidade/18094/1428/
Esperamos que este material seja de grande valia para sua atuação.
SBM Mobiliza Governo e Órgãos de Classe para Garantir Aplicação de Leis no Combate ao Câncer de Mama
A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) apresentou formalmente ao Ministério da Saúde, ao Conselho Federal de Medicina (CFM) e à Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) um conjunto de propostas estratégicas visando reverter o cenário crítico da assistência oncológica no Brasil.
O foco central da mobilização é a aplicação efetiva das legislações vigentes e a expansão do rastreamento mamográfico no Sistema Único de Saúde (SUS), onde a cobertura atual é de apenas 33%, metade do índice de 70% recomendado pela SBM para reduzir diagnósticos em estágios avançados.
Reconstrução Mamária e Valorização Profissional
Um dos pontos mais críticos apresentados ao Ministério da Saúde é o baixo índice de reconstruções mamárias no SUS: apenas 20% das mulheres submetidas à mastectomia têm acesso ao procedimento.
"Propusemos uma revisão na remuneração mínima aos especialistas para viabilizar essas cirurgias na rede pública e parcerias para cursos de aperfeiçoamento subsidiados a estudantes de medicina", destaca o Dr. Guilherme Novita, presidente da SBM.
Alianças Estratégicas: Jurídica e Acadêmica
- Conamp: A parceria com o Ministério Público será intensificada para fornecer suporte técnico-científico que embase ações judiciais em defesa do direito das pacientes ao tratamento tempestivo.
- CFM: A SBM declarou apoio oficial ao projeto de exame de proficiência obrigatório para egressos de medicina, visando elevar o padrão de qualidade no atendimento à população.
- GT Câncer de Mama (Inca): A SBM passará a integrar o Grupo de Trabalho coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer para o aprimoramento de políticas públicas de custo-efetividade.
Compromisso com o SUS
Com 75% da população brasileira dependente do sistema público, a SBM reitera que sua missão é transformar intenções em políticas práticas. “Nossos esforços são direcionados a quem mais precisa, garantindo que o diagnóstico precoce não seja apenas uma possibilidade teórica, mas um direito exercido”, conclui Novita.
Estudo inédito expõe as diferenças no enfrentamento do câncer de mama no SUS e na rede particular
Investigação de grande escala, com mais de 65 mil mulheres no Estado de São Paulo, quantifica discrepâncias no diagnóstico e tratamento e indicam a urgência de políticas públicas estruturais para a equidade no cuidado mamográfico
Um estudo amplo, realizado com mais de 65 mil mulheres no Estado de São Paulo, revela a acentuada desigualdade no diagnóstico e tratamento do câncer de mama nas redes pública e privada de saúde. Por ser uma das poucas pesquisas populacionais de grande escala a quantificar rigorosamente de que forma as diferenças no sistema de saúde dual brasileiro impactam a sobrevida das pacientes no longo prazo, o estudo torna-se ainda mais relevante e sinaliza ainda a necessidade de políticas públicas estruturais para fortalecer a equidade no cuidado mamográfico não apenas no Estado, mas em todo o País.
O estudo “Determinantes relacionados à assistência médica no prognóstico do câncer de mama em São Paulo, Brasil: Uma coorte populacional”, publicado pela Clinical Breast Cancer (Elsevier), conceituada revista científica internacional, tem a coordenação de Gustavo Nader Marta, médico titular do Departamento de Radioterapia do Hospital Sírio-Libanês. A investigação envolve também pesquisadores com atuação no Brasil, Canadá e nos Estados Unidos.
A pesquisa se baseia em dados da Fundação Oncocentro de São Paulo (FOSP), instituição vinculada à Secretaria de Saúde do Estado. No período de 2000 a 2020, foram avaliadas 65.543 mulheres com câncer de mama. Um grupo de pacientes foi atendido no SUS (Sistema Único de Saúde); o outro, pela saúde suplementar, que contempla operadoras e planos privados. De acordo com Gustavo Marta, o registro da FOSP “é particularmente robusto e representativo em comparação com outros registros estaduais, por sua longa história, ampla cobertura populacional e práticas padronizadas de notificação”.
O levantamento identificou que mulheres assistidas pelo sistema privado foram diagnosticadas com maior frequência em estadios iniciais do câncer de mama. Na saúde suplementar, 41% das pacientes receberam diagnóstico no estadio I da doença. No SUS, foram 21%. Casos avançados (estadios III e IV) foram significativamente predominantes no sistema público.
A pesquisa também investigou a sobrevida global das mulheres no período de 10 anos, considerando os estadios I, II, III e IV da doença. No sistema privado, a sobrevida para estadio I chega a 81,6% contra 77,5% no SUS. No estadio II, são 74% contra 63,3%; 55,6% contra 39,6% (estadio III), e 7,6% contra 6,4% (estadio IV). A análise multivariada demonstrou que o tratamento no sistema privado esteve associado a uma redução de 41% no risco de morte.
“No contexto brasileiro, o estudo mostra que o sistema onde a paciente é tratada tem impacto mensurável na sobrevida, mesmo após controle para variáveis clínicas importantes”, constata Gustavo Marta, que completa: “Em oncologia, tempo é prognóstico. O diagnóstico mais tardio observado no sistema público ajuda a explicar parte das diferenças encontradas.”
Além de reforçar a extrema relevância e robustez do estudo que evidencia discrepâncias entre diagnóstico e tratamento nas redes pública e privada, o mastologista Daniel Buttros, presidente da Comissão de Comunicação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), também participante da pesquisa, avalia que “os resultados refletem, provavelmente, o acesso à mamografia mais facilitado às mulheres atendidas por planos de saúde”.
Embora reconheça o acesso ampliado pelo SUS ao tratamento oncológico nas últimas décadas, o representante da SBM ressalta que há inúmeros desafios a serem vencidos na rede pública de saúde.
No enfrentamento do câncer de mama, neoplasia maligna mais incidente entre mulheres no mundo, a mamografia de rastreamento permanece como a estratégia de saúde pública mais eficaz para a detecção precoce da doença, permitindo tratamentos menos agressivos e melhores taxas de sobrevida.
No entanto, mesmo com o rastreamento regular a partir dos 40 anos de idade, recomendação do Ministério da Saúde, aliado aos esforços das principais associações médicas brasileiras para o enfrentamento efetivo da doença, a cobertura mamográfica pelo SUS atinge atualmente apenas 33% da população-alvo no País. “O desejável é que 70% das mulheres façam o exame todos os anos”, diz Buttros.
Para Gustavo Marta e Daniel Buttros, os resultados deste estudo de grande escala que perfila a realidade do câncer de mama no Estado de São Paulo sugerem, também em nível nacional, que diferenças estruturais no acesso ao diagnóstico precoce, organização do cuidado e infraestrutura assistencial podem influenciar diretamente os desfechos oncológicos, representando melhor qualidade de vida para as mulheres brasileiras.
Sociedade Brasileira de Mastologia muda a forma de se comunicar sobre o câncer de mama com a população
No projeto que prioriza a informação clara e genuína para contemplar regionalidades e mulheres de todas as idades e classes sociais, SBM quer ampliar o alcance de informações baseadas em Ciência e conhecimento médico
No propósito de informar sobre o câncer de mama, com base em conhecimento médico e comprovações científicas, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) muda a forma de se comunicar e investe em estratégias para engajar a população. “Seja pelas mídias digitais ou por canais oficiais da entidade, nosso projeto visa entregar informações cada vez mais diretas para impactar as mulheres brasileiras sobre a prevenção, o diagnóstico e tratamento da doença”, afirma o mastologista Daniel Buttros, presidente da Comissão de Comunicação da SBM.
Na nova proposta de comunicação, a SBM traz não somente médicos e especialistas para as principais discussões da atualidade sobre câncer de mama, mas também pacientes que, segundo Buttros, têm a oportunidade conversar sobre suas dúvidas, experiências e demandas do dia a dia.
“No site e nos outros canais oficiais da SBM, assim como nas mídias digitais, nosso empenho é por uma comunicação clara, genuína, de um jeito plural que contemple mulheres de todas as idades, classes sociais e regionalidades para levar uma mensagem extremamente confiável sobre prevenção, diagnóstico e tratamento de uma doença de alta incidência não só no Brasil, mas em outros países”, reforça o mastologista.
Já no primeiro projeto de 2026, que será realizado na Semana Nacional da Mamografia, a SBM traz temas discutidos sob a perspectiva de pacientes que compartilham relatos da vida real e reforçam a importância de não terem acreditado em desinformação. Elas também inspiram outras mulheres nos cuidados e na busca de orientações confiáveis.
Nos canais oficiais da entidade, vários temas serão debatidos na próxima semana, entre os quais se destacam a importância da mamografia no diagnóstico da doença e a recomendação do Ministério da Saúde para o rastreamento a partir dos 40 anos de idade. Ainda sobre o exame, queixas comuns das mulheres, como dor no pela compressão das mamas, também entram no debate e são acompanhadas de estratégias para diminui o incômodo, como a realização após a menstruação.
“No que se refere a informações sobre câncer de mama, observo que algumas mídias e o movimento nas redes sociais estão na contramão da ciência e a favor de prejuízos”, afirma Buttros. Os “prejuízos” podem ser mensurados pelo aumento do número de casos da doença, que segundo projeção do Inca (Instituto Nacional de Câncer) chegam a 74 mil novos casos.
Para Daniel Buttros, os investimentos da Sociedade Brasileira de Mastologia em comunicação pretendem combater a desinformação ao mesmo tempo que proporcionam maior entendimento da população brasileira sobre câncer de mama. “Todos os esforços neste sentido convergem para tornar realidade um slogan que, para nós, é um princípio: ‘Na SBM você pode confiar’”, conclui.
Relatório de Gestão - Triênio 2023-2025
A gestão 2023-2025 da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) foi marcada por um ciclo de avanços expressivos e conquistas históricas que reafirmaram o protagonismo da entidade no cenário da saúde nacional. Este relatório apresenta um balanço detalhado das ações e resultados que consolidaram a SBM como uma instituição mais forte, moderna, inclusiva e comprometida com a ciência, a valorização profissional e a vida das mulheres brasileiras.
Ao longo deste triênio, a SBM fortaleceu sua estrutura de governança com a criação do Regimento Interno e a modernização de sua plataforma digital, garantindo mais transparência e eficiência na gestão. Na frente educacional e científica, a Sociedade expandiu fronteiras com a realização de cursos internacionais, o lançamento de uma videoteca exclusiva para sócios e o reconhecimento da Oncogenética como área de atuação, um marco para a especialidade.
No campo das políticas públicas, a gestão alcançou uma vitória histórica com a ampliação da faixa etária para o rastreamento mamográfico no SUS, uma medida que impactará diretamente a saúde de milhares de mulheres. O compromisso com a equidade foi reforçado com a criação do primeiro Departamento de Saúde Inclusiva em uma sociedade médica no Brasil, uma iniciativa pioneira que busca garantir um cuidado mais justo e acessível a todas as pessoas.
As ações de comunicação e engajamento atingiram patamares recordes, com uma presença sem precedentes na mídia nacional e um forte investimento em plataformas digitais. A campanha “Outubro Rosa”, sob o lema “Juntos Somos Mais Fortes”, uniu sete importantes sociedades médicas em uma aliança inédita, amplificando a mensagem de prevenção e cuidado em todo o país.
Este documento detalha as realizações de uma gestão que, com planejamento, responsabilidade e união, entregou uma SBM mais sólida, representativa e preparada para os desafios do futuro. Convidamos você a conhecer os resultados que marcaram este triênio e que reforçam o compromisso da Sociedade Brasileira de Mastologia com a excelência na mastologia e a saúde da mulher.
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Posicionamento Estratégico da SBM: Rumo à Incorporação Essencial do Painel NGS no SUS e a Construção de uma Linha de Cuidado Integral em Mastologia
Prezados(as) Associados(as) da Sociedade Brasileira de Mastologia,
É com a convicção de que estamos na vanguarda da saúde mamária que a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) se dirige a vocês. Reafirmamos nosso compromisso inabalável com a excelência clínica e a equidade no acesso aos mais avançados recursos diagnósticos e terapêuticos. Neste contexto, a incorporação do painel de Sequenciamento de Nova Geração (NGS) para o câncer de mama hereditário no SUS não é apenas um avanço tecnológico, mas uma necessidade imperativa para a consolidação de uma política de prevenção e tratamento efetivo em nosso país. A SBM se posiciona totalmente favorável à incorporação do PAINEL NGS em mulheres com câncer de mama, um PRIMEIRO passo fundamental para transformar a realidade de milhares de pacientes.
- Reafirmação da Custo-Efetividade e Resposta às Críticas da CONITEC
Compreendemos as análises da CONITEC sobre a custo-efetividade, mas é crucial contextualizá-las. O dossiê técnico é robusto e demonstra que a incorporação da tecnologia se justifica plenamente ao considerar o próprio limiar de oncologia mais elevado previsto no relatório da CONITEC (R$120.000,00/QALY). As análises indicaram uma Razão de Custo-Efetividade Incremental (RCEI) de R$ 75.961,11/QALY (com fator de correção 2.8) e R$ 35.741,85/QALY (sem o fator de correção). Ambos os valores situam-se muito abaixo do teto deste limiar alternativo, validando a tecnologia como inovadora e de alto ganho em saúde.
É importante sublinhar que nosso relatório foi, propositalmente, conservador. A custo-efetividade da testagem é, na realidade, subestimada quando não se consideram todos os benefícios em cascata e de uma linha de cuidado. Um exemplo claro é o impacto da Mastectomia Redutora de Risco (MRR). É fundamental ressaltar que a MRR não só reduz drasticamente a incidência do câncer de mama, mas, em mulheres BRCA mutadas e com menos de 40 anos, demonstra também uma melhora significativa na sobrevida global. A otimização da custo-efetividade se amplia ainda mais se for possível testar familiares assintomáticos quando probando com teste alterado e viabilizar as cirurgias redutoras de risco de mama, trompas e ovários , além de exames de imagem personalizados para detecção precoce de outros cânceres, mitigando custos futuros com tratamentos de doenças avançadas. Protocolos para câncer de mama hereditários são custo efetivos e salvadores de vida. Essas estratégias não estão disponíveis no SUS, o que inviabilizou inclusão no relatório de custo-efetividade para a CONITEC. De acordo com o Ministério da Saúde, a análise deve ser limitada pelas exigências metodológicas vigentes com utilização exclusiva de procedimentos oficialmente disponíveis no SUS.
Nossa defesa pela incorporação do NGS transcende a tecnologia; ela abraça a filosofia de valor em saúde, que concebe uma medicina sustentável impulsionada pela tecnologia. Ao focarmos na otimização da cadeia de valor e no aprimoramento das linhas de cuidado, buscamos não só melhorar a saúde da nossa população, mas também gerar uma significativa redução de custos – desde os diretos até os micro-custos de implementação responsável e custos sociais.
- Equidade, Ética e o Caminho da Implementação Gradual
A SBM está totalmente de acordo com a preocupação ética de testar familiares e de instituir condutas que reduzam o risco de câncer. Não aprovar a incorporação da tecnologia de NGS significa, em última instância, manter as pacientes do SUS sem informações cruciais para sua saúde e com uma inaceitável disparidade em relação ao sistema de saúde complementar.
Acreditamos que, após a incorporação da tecnologia, um Grupo de Trabalho para o enfretamento do câncer de mama criado pelo Ministério da Saúde e citado nas reuniões da CONITEC deve ser o responsável por cuidar das definições de qual teste, quais genes, aonde testar, em quem testar e qual linha de cuidado mínima estabelecida para que a implementação ocorra em larga escala, de forma ética, ordenada e sustentável. Temos bons exemplos para guiar este grupo: o projeto "Goiás Todo Rosa" e as leis municipais que já existem em seis estados brasileiros para testagem de BRCA/ painel câncer de mama hereditário no SUS. Projetos apoiados pelo governo, como o INCT Prev Onco e recente PRONON, também sustentam a importância dessa tecnologia.
O primeiro passo é, inequivocamente, o apoio à aprovação. A "linha de cuidado" que deve vir em conjunto, a ser delineada por um Grupo de Trabalho liderado pelo Ministério da Saúde, deve ser pensada com base em custo-efetividade e responsabilidade, para não sobrecarregar o sistema. A Sociedade Brasileira de Mastologia, ciente de sua responsabilidade e expertise, deseja fazer parte da reunião desse Grupo de Trabalho.
- Proposta para um Painel Mínimo e o Foco na Prevenção Ampliada: indo além do dossiê
Diante do panorama genético brasileiro, caracterizado pela elevada incidência de mutações em TP53, e considerando a recente aprovação do Olaparibe para pacientes com câncer de ovário BRCA mutado (uma decisão que, infelizmente, não foi acompanhada de uma logística de testagem em larga escala pré-definida), torna-se evidente a necessidade de uma abordagem mais abrangente.
A SBM propõe a incorporação de um painel mínimo de genes de alto risco modificadores de condutas cirúrgicas e de rastreamento para todas as pacientes com novo diagnóstico de câncer de mama e ovário. Uma possível proposta é testar incialmente mulheres com novos diagnósticos de câncer de ovário em qualquer idade e novos diagnósticos de câncer de mama antes dos 40 anos, onde a vigilância completa da saúde mamária e ovariana pode otimizar as intervenções e impactar positivamente a sobrevida. O painel para mama seria: BRCA1, BRCA2, TP 53, PALB2. E painel mama-ovário acrescentaria: RAD51C, RAD51 D, MSH6,MLH1,MSH2,BRIP1. Sugestão de linha de cuidado mínima: aconselhamento pré e pos teste, cirurgias de mama, trompas e ovário redutoras de risco, reconstrução da mama, Rm de mama com contraste se mama remasnecente, RM de corpo inteiro se TP53, acompanhamento com equipe especializada, testagem de 4 familiares assintomáticos, expansão dos critérios gradualmente até equiparar com critérios da ANS e uso de IPARP para câncer de ovário guiados pelos critérios de aprovação dessa medicação no SUS.
4.Conclusão
Esta abordagem não só alinha o SUS às melhores práticas internacionais, mas também garante que a prevenção e o tratamento sejam verdadeiramente efetivos e equitativos para a população brasileira, cumprindo a missão fundamental da saúde pública.
Com os nossos melhores cumprimentos,
Atenciosamente,
A Diretoria da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM)
SBM anuncia novo processo de credenciamento para Programas de Formação/ Especialização em Mastologia
Credenciamento dos Programas de Formação/Especialização em Mastologia pela SBM e cadastro obrigatório na Plataforma AMB Títulos.
Com o propósito de aprimorar o controle e assegurar a rastreabilidade dos serviços destinados à formação de candidatos aos Exames de Título de Especialista e aos Certificados de Área de Atuação da Associação Médica Brasileira (AMB)/Sociedades de Especialidade, em consonância com as Resoluções da Comissão Mista de Especialidades (CME), comunicamos a implementação do credenciamento dos Programas de Formação/Especialização em Mastologia pela SBM e cadastro obrigatório na Plataforma AMB Títulos (AMB Títulos – ambtitulos.org.br).
Para credenciamento dos Programas de Formação/Especialização em Mastologia, juntamente à SBM, os serviços devem obrigatoriamente atender aos seguintes requisitos:
- Carga horária mínima anual de 2.880 horas;
- Matriz curricular semelhante à da Residência Médica.
Posteriormente, a SBM fará o cadastro destes Programas na Plataforma AMB Títulos (AMB Títulos – ambtitulos.org.br).
Programa de Residência Médica, reconhecido pela CNRM/MEC, não precisa fazer este credenciamento.
Formulário para preenchimentos das informações do Programa de Formação/Especialização em Mastologia:
Clique aqui para acessar o formulário
Conforme Ofício da AMB, OF/PRES/AMB/132/2025 de 19 de novembro de 2025, somente serão aceitos para inscrição nos Exames de Título de Especialidade e Certificado de Área de Atuação os candidatos concluintes de programas devidamente credenciados pelas Sociedades de Especialidade e cadastrados na Plataforma da AMB, assim respeitando resolução da CME - Comissão Mista de Especialidades (Portaria CME nº 01/2016 - Art. 5º, § 2º)









