Mais médicos especialistas - Oportunidades para profissionais de 20 especialidades e áreas médicas

Prezados(as)

O Ministério da Saúde está com inscrições abertas para a 2ª chamada do 3º ciclo do Mais Médicos Especialistas, com 224 vagas imediatas e 4.350 oportunidades em cadastro reserva, distribuídas entre 24 cursos de aprimoramento.

A chamada contempla profissionais de diferentes especialidades e áreas médicas, incluindo anestesiologia, cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia oncológica, coloproctologia, ginecologia e obstetrícia, endoscopia, ecocardiografia, gastroenterologia, oncologia clínica, radioterapia, radiologia e diagnóstico por imagem, mastologia, otorrinolaringologia, patologia, psiquiatria, cardiologia, urologia, ortopedia e traumatologia e medicina intensiva.

Solicitamos o apoio de vocês na divulgação das oportunidades.

Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES)
Ministério da Saúde


FLAM promove pesquisa sobre cirurgia oncoplástica na América Latina

A Federação Latino-Americana de Mastologia (FLAM) está promovendo uma pesquisa para reunir informações sobre a prática da cirurgia oncoplástica no tratamento do câncer de mama na América Latina.

A iniciativa busca identificar como os especialistas da região abordam a prevenção, a correção e a reconstrução de defeitos decorrentes do tratamento cirúrgico, contribuindo para a construção de um panorama representativo da prática oncoplástica latino-americana.

Os resultados serão apresentados durante o XX St. Gallen Breast Cancer Conference, que acontecerá de 17 a 20 de março de 2027, em Viena, na Áustria, durante a sessão especial Voice of Latin America.

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) apoia a divulgação da iniciativa e convida os mastologistas a contribuírem com a pesquisa. A participação é fundamental para ampliar a representatividade dos dados e fortalecer a presença científica da América Latina no cenário internacional.

O preenchimento leva menos de 5 minutos.

Clique aqui e participe da pesquisa.


Nota de pesar – Dr. Marconi Luna

Com profundo pesar, a Sociedade Brasileira de Mastologia comunica o falecimento do Dr. Marconi Luna, ex-presidente da entidade e uma das grandes referências na história da Mastologia brasileira.

Sua atuação foi fundamental para o reconhecimento da Mastologia como especialidade médica. Foi um dos principais responsáveis pela criação do Título de Mamografia, contribuiu para o fortalecimento da revista Mastology, então Revista Brasileira de Mastologia, e foi um dos fundadores da Escola Brasileira de Mastologia, formando caminhos para o desenvolvimento científico e a formação de gerações de especialistas.

Seu legado permanecerá vivo na história da SBM e na trajetória dos mastologistas brasileiros. Sua dedicação, visão e compromisso com a especialidade seguirão como inspiração para todos nós.

A SBM expressa sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas, desejando força e conforto neste momento de despedida.

Dr. Guilherme Novita Garcia
Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia


SBM em destaque na Revista Azul

Neste Outubro Rosa, a Sociedade Brasileira de Mastologia também ganha espaço a bordo dos voos da Azul. A edição de outubro da Revista Azul, disponibilizada aos clientes que viajam pela companhia aérea, traz uma reportagem especial sobre o câncer de mama, com a participação da SBM e destaque para o Projeto Reflorescer.

A presença na publicação amplia a visibilidade das ações da Sociedade justamente no mês de maior mobilização pela conscientização sobre o câncer de mama, levando informação e iniciativas da SBM a milhares de passageiros em todo o país.

Compartilhamos a matéria para que nossos sócios também possam acompanhar esse importante espaço conquistado pela SBM neste Outubro Rosa.

Clique aqui e confira a revista completa


CBF e Sociedade Brasileira de Mastologia se unem em prol do Outubro Rosa

Brasileirão receberá ações sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e incentivo ao autocuidado

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) se uniram em prol do Outubro Rosa, mês dedicado a ações de prevenção e conscientização sobre o câncer de mama.

No Brasileirão, campeonato que reúne as 20 principais equipes do futebol brasileiro e conta com ampla visibilidade em todo o país, a CBF irá aderir à campanha com ativações nas placas de LED ao longo de todo o mês.

Além disso, todos os itens do protocolo inicial (pórtico de entrada, totem de bola, placa de foto e placa central) terão designs específicos para o Outubro Rosa. Vídeos institucionais produzidos pela SBM serão exibidos nos telões dos estádios com mensagens que associam prevenção, saúde e prática esportiva.

Exclusivamente na 29ª rodada, que se inicia nesta quarta-feira (7), clubes mandantes e visitantes entrarão em campo com mulheres em tratamento ou em remissão do câncer de mama.

“Usar a força do Brasileirão no Outubro Rosa para levar a mensagem do diagnóstico precoce e conscientização sobre o câncer de mama a milhões de torcedoras é um compromisso da CBF com a saúde e o cuidado com a mulher”, salienta o presidente da CBF, Samir Xaud.

“Neste Outubro Rosa, destacamos a importância de efetivar políticas públicas e aprimorar o atendimento também na rede suplementar de saúde com ações para expandir o rastreamento, agilizar diagnósticos e tratamentos, especialmente quando se consideram as desigualdades regionais no país”, afirma o mastologista Guilherme Novita, presidente da SBM, cujo lema da campanha deste ano é “‘A vida nos une. O cuidado nos move”.

Sobre o câncer de mama
O câncer de mama é responsável por 30% das neoplasias malignas diagnosticadas em mulheres brasileiras e deve registrar 78.610 novos casos a cada ano do triênio 2026-2028. A estimativa apresentada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) contrasta com o levantamento anterior e indica aumento de ocorrência da doença.

Em comparação ao período 2023-2025, o crescimento no número de casos deve chegar a cinco mil novas ocorrências anuais, segundo projeção do INCA. A estimativa para 2026 chama a atenção para variações significativas entre as regiões do Brasil. O maior risco estimado é observado na região Sudeste, com 40.560 novos casos. No Sul, são 12.550. O Centro-Oeste aparece com 5.420, o Nordeste, com 17.130, e o Norte, 2.950 novos casos.

O Ministério da Saúde recomenda a realização da mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir dos 40 anos de idade para ampliar o rastreamento do câncer de mama. Para a faixa de 50 a 74 anos, o rastreamento na rede pública de saúde é bienal. Acima dos 74 anos, a decisão é individualizada, de acordo com comorbidades e expectativa de vida.


SobreViver Bem - Estratégias para Mastologistas em Survivorship no Câncer de Mama

Clique aqui para acessar

O Departamento de Survivorship da Sociedade Brasileira de Mastologia apresenta SobreViver Bem, uma nova publicação desenvolvida para apoiar mastologistas e equipes multidisciplinares no cuidado às pacientes após o câncer de mama.

Com uma abordagem prática e baseada em evidências, a obra reúne diferentes aspectos do survivorship, contribuindo para um acompanhamento que vai além da vigilância oncológica e considera também qualidade de vida, funcionalidade e bem-estar.


Manifesto da Associação Médica Brasileira por uma medicina de qualidade e uma saúde melhor para o Brasil

Aos candidatos à Presidência da República e à sociedade brasileira

A Associação Médica Brasileira (AMB) é uma instituição que há 75 anos representa a Medicina brasileira, reúne 27 Federadas e 54 Sociedades de Especialidades e tem como missão defender a dignidade profissional do médico, promover uma Medicina de qualidade, comprometida com o cuidado de cada paciente e com a saúde da população brasileira.

Neste momento em que o Brasil se prepara para escolher seu próximo presidente, a AMB apresenta uma agenda de 12 PRIORIDADES para a saúde brasileira. O propósito é contribuir para que cada pessoa, em todas as regiões do país, tenha acesso a uma assistência digna, segura e de qualidade.

A saúde não pode ser apenas uma política de governo. Deve ser uma política permanente de Estado, baseada em evidências, planejamento, avaliação de resultados e continuidade das políticas que funcionam.

AMB reforça que esta não é uma agenda partidária. É uma agenda de Estado.

O Brasil da saúde em números

(Fontes: Ministério da Saúde, MEC/Inep, IBGE e Demografia Médica 2025/FMUSP/AMB/MS).

  • Há mais de 600 mil médicos. O Brasil ultrapassou a marca de 600 mil médicos e vive uma rápida expansão, com muitos profissionais sem formação adequada. Há necessidade de avaliação dessa formação e das particularidades de cada região.
  • 40,9% dos médicos são generalistas. Dos cerca de 597 mil médicos em atividade em 2024, mais de 40% eram generalistas, reforçando a importância da formação de especialistas e da residência médica. Há urgência em supervisionar e qualificar melhor os cursos, além de aumentar e qualificar as vagas da residência.
  • No Sudeste estão 55,4% dos especialistas. Mais da metade dos especialistas está concentrada na região, evidenciando a necessidade de políticas de melhor distribuição e fixação de médicos, assim como melhores condições de trabalho.
  • Há hoje no Brasil 494 cursos de Medicina e 351 cursos foram avaliados pelo Enamed em 2025. Na primeira edição do exame, 107 cursos (30,5%) receberam conceitos 1 ou 2, considerados insatisfatórios, o que demonstra a necessidade urgente de avaliação aprofundada e de medidas corretoras.
  • Já há mais de 50% de mulheres entre os médicos atuando no Brasil, com tendência de aumento deste número, sobretudo em algumas especialidades. É um fato que requer várias reflexões e políticas específicas.
  • Há 53,1 milhões de beneficiários de planos de saúde. Em julho de 2026, a saúde suplementar registrava mais de 53 milhões de vínculos em planos de assistência médica, o que reforça a necessidade de uma atenção e avaliação mais críticas.
  • Há 2,8 bilhões de atendimentos anuais do SUS. O SUS realiza bilhões de procedimentos por ano, da atenção ambulatorial à alta complexidade, e atende cerca de 180 milhões de brasileiros, demonstrando a necessidade de aperfeiçoamento constante, atenção e ampliação.
  • Há 22,2 milhões de brasileiros com 65 anos ou mais. Segundo o Censo 2022, essa população cresceu 57,4% em 12 anos e já representa 10,9% da população brasileira.

Esses números oficiais mostram que o desafio do Brasil não é apenas ampliar o número de profissionais e serviços, mas assegurar qualificação, distribuição adequada, valorização profissional e segurança para os pacientes. A saúde da população representa um dos pilares de uma sociedade justa, desenvolvida e comprometida com a dignidade humana.

Propostas AMB

1. Formação médica de qualidade

O Brasil precisa formar médicos em quantidade adequada às suas necessidades, mas, sobretudo, com qualidade. A expansão de cursos e vagas deve ser acompanhada de avaliação rigorosa, infraestrutura adequada, corpo docente qualificado e campos de prática estruturados. A residência médica deve ser fortalecida e ampliada como instrumento estratégico para a formação de especialistas, considerando as necessidades regionais e epidemiológicas do país.

2. Exame de Proficiência Médica

A AMB defende, há anos, a criação de um Exame Nacional de Proficiência Médica como requisito para o exercício profissional, a exemplo do que ocorre em outras profissões regulamentadas. A proposta ganha ainda mais relevância diante dos resultados do Enamed 2025, que evidenciaram desafios na qualidade da formação médica.

O exame DEVE SER REALIZADO pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB) e demais entidades médicas, assegurando que o médico recém-formado possua os conhecimentos, habilidades e competências necessários para exercer a profissão com segurança e responsabilidade. Esta avaliação busca oferecer uma garantia aos pacientes.

3. Especialização e segurança do paciente

A especialização médica é garantia de qualificação profissional e proteção da sociedade. A AMB defende critérios rigorosos e transparentes para o reconhecimento das especialidades e a preservação da certificação realizada em conjunto com as Sociedades de Especialidades. Qualificação médica é segurança para o paciente.

4. Políticas públicas voltadas para as mulheres médicas

É fundamental desenvolver políticas que apoiem as mulheres médicas na assistência, ensino, pesquisa e posições de liderança, em programas de apoio à gestação, amamentação e identificação de desigualdade de gênero.

5. Fortalecimento do SUS

O Sistema Único de Saúde é patrimônio da sociedade brasileira e deve ser fortalecido como política de Estado. É necessário garantir financiamento adequado, gestão eficiente, redução das desigualdades regionais, fortalecimento da atenção primária, ampliação do acesso à média e alta complexidade e redução das filas.

6. Valorização e distribuição dos médicos

O Brasil não enfrenta apenas um problema quantitativo de médicos. Não precisamos de MAIS MÉDICOS, precisamos, sim, de distribuição adequada, qualificação, formação, especialização e fixação profissional. E isto só será possível com o fortalecimento das residências médicas e com uma política nacional da carreira médica. A valorização deve alcançar os médicos que atuam no SUS, na saúde suplementar, na assistência privada, na pesquisa e na docência. A AMB defende a criação de uma Política Nacional de Carreira Médica, especialmente para o SUS, com critérios de ingresso, progressão, remuneração, educação continuada, condições adequadas de trabalho e mecanismos de fixação em regiões de maior necessidade.

7. Autonomia médica e defesa da Medicina

O exercício da Medicina deve estar fundamentado em ciência, ética, responsabilidade e autonomia técnica. A atuação multiprofissional é essencial, mas deve respeitar as competências e os limites legais de cada profissão. Defender o Ato Médico significa organizar o cuidado de forma responsável, colocando a segurança e o bem-estar do paciente no centro da assistência.

8. Saúde suplementar e remuneração

A saúde suplementar atende mais de 53 milhões de beneficiários de planos de assistência médica e constitui parte relevante da assistência à saúde no país. A AMB defende relações equilibradas e transparentes entre pacientes, médicos, prestadores e operadoras, além da valorização do trabalho médico e de referências técnicas que considerem a complexidade, o tempo, a responsabilidade e a qualificação envolvidos em cada procedimento.

9. Uma política de Estado para a saúde

A saúde brasileira não pode ser planejada apenas a cada quatro anos. O país precisa de uma política nacional de longo prazo, com metas claras, registros confiáveis e indicadores públicos para subsidiar o planejamento, a avaliação permanente e a ampliação e continuidade das políticas que demonstram resultados para todas as faixas etárias da população.

10. Trabalho médico digno e combate à precarização

A qualidade da assistência está diretamente relacionada às condições em que o médico exerce sua profissão. A AMB defende relações de trabalho transparentes, estáveis e compatíveis com a responsabilidade profissional, combatendo formas de contratação que resultem em precarização, ausência de proteção trabalhista, remuneração incompatível com as responsabilidades assumidas ou transferência indevida de riscos e obrigações administrativas ao médico.

11. Participação da Medicina na formulação das políticas públicas

As políticas de saúde precisam ser desenvolvidas ouvindo quem conhece a realidade da assistência. A AMB defende a participação institucional e técnica das entidades médicas, das Sociedades de Especialidades, das universidades, dos profissionais de saúde e da sociedade civil na formulação, avaliação e aperfeiçoamento das políticas públicas.

Decisões que afetam diretamente a qualidade da assistência e o exercício profissional devem considerar conhecimento técnico, evidências científicas e a experiência de quem está na linha de frente do cuidado.

12. Fortalecimento da ciência e da pesquisa médica

Um país que pretende melhorar sua saúde precisa investir em ciência. É necessário ampliar o financiamento à pesquisa médica e científica, fortalecer universidades, hospitais de ensino e instituições de pesquisa e estimular a produção nacional de conhecimento, tecnologias, medicamentos e soluções para os principais problemas de saúde da população.

A AMB coloca esta agenda à disposição dos candidatos à Presidência da República e da sociedade brasileira e reafirma sua disposição para o diálogo institucional, técnico e independente. Esperamos compromissos concretos com a qualidade da formação médica, o fortalecimento do SUS, a valorização dos profissionais, a adequada distribuição de médicos e especialistas, a ciência, a inovação e, acima de tudo, a segurança e a dignidade dos pacientes.

Valorizar o médico é valorizar quem cuida.
Defender a Medicina é defender a qualidade da assistência à população.
Cuidar da saúde é cuidar do futuro do Brasil.

São Paulo, 28 de setembro de 2026.

ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA (AMB)